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Homem é preso por descumprir medida protetiva e ameaçar ex-companheira em Correntina

Homem é preso por descumprir medida protetiva e ameaçar ex-companheira em Correntina
Foto: Divulgação/Polícia Civil
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Um homem de 57 anos foi preso preventivamente na segunda-feira (20), em Correntina, após descumprir uma medida protetiva de urgência e voltar a ameaçar a ex-companheira, de 52 anos. A prisão foi realizada por equipes da Polícia Civil da Bahia.


Segundo as investigações, mesmo ciente da decisão judicial que o impedia de se aproximar da vítima, o suspeito foi até a residência da mulher, no dia 15 de junho, onde voltou a fazer ameaças.


A Polícia Civil informou que o investigado já havia sido preso em flagrante no dia 13 de junho por lesão corporal praticada no contexto de violência doméstica contra a ex-companheira. Na ocasião, ele obteve liberdade provisória concedida pela Justiça.


Diante do novo episódio de violência e do descumprimento da medida protetiva, a autoridade policial representou pela prisão preventiva do suspeito. O pedido foi acolhido pelo Poder Judiciário.


O mandado foi cumprido no bairro Jaime Moreira por equipes da Delegacia Territorial de Correntina, com apoio da 26ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin), sediada em Santa Maria da Vitória.


Após a prisão, o homem foi encaminhado à unidade policial, onde foram adotadas as medidas legais. Ele permanece custodiado e à disposição da Justiça.

Laticínio impulsiona produção de leite e aumenta renda de agricultores familiares em Correntina

Laticínio impulsiona produção de leite e aumenta renda de agricultores familiares em Correntina
Foto: André Frutuôso/CAR
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Os investimentos do Governo da Bahia na cadeia produtiva do leite têm fortalecido a agricultura familiar em Correntina, no Oeste do estado. Há quase três anos, a implantação e estruturação do laticínio da Central de Associações de Agricultores Familiares de Correntina (CAAF), com apoio da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), ampliou as oportunidades de comercialização e geração de renda para dezenas de produtores.


Antes da instalação da unidade, muitos agricultores enfrentavam dificuldades para vender a produção, o que limitava o crescimento da atividade. Com o beneficiamento do leite e a organização da cadeia produtiva, os produtores passaram a contar com um mercado estruturado e maior valorização da matéria-prima.


Segundo o presidente da CAAF, Cláudio Duarte, o empreendimento representou um marco para a região.


“Antes da implantação da unidade, muitos produtores não tinham para onde destinar o leite produzido. Isso limitava o crescimento da atividade e desestimulava novos investimentos. Com o laticínio, eles passaram a ter segurança para produzir, comercializar e planejar o futuro da propriedade”, afirmou.


O crescimento da produção reflete o impacto do projeto. O laticínio iniciou as atividades recebendo cerca de 30 litros de leite por dia. Atualmente, mesmo durante o período de estiagem, recebe entre 600 e 700 litros diariamente. Na época das chuvas, o volume pode alcançar até 3 mil litros por dia.


Hoje, a unidade processa aproximadamente 150 mil litros de leite por mês e fornece produtos para o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e cerca de 50 estabelecimentos comerciais da região.


Além do leite, o laticínio produz iogurtes nos sabores morango, coco e ameixa e está em processo de certificação para ampliar a linha de produtos, com o lançamento de iogurte de um litro e queijo muçarela.


Entre os beneficiados está o agricultor familiar Jesuano Santana, que afirma ter transformado sua realidade após o início das atividades da unidade.


“Eu produzia leite, fazia queijo, doce e vendia de porta em porta. Chegou um momento em que não tinha mais para quem vender e pensei seriamente em desistir da atividade. A inauguração do laticínio mudou completamente essa situação. Passei a ter um comprador garantido e uma renda mensal constante”, relatou.


Com a segurança proporcionada pela comercialização, o produtor ampliou o rebanho, investiu em melhoramento genético e aumentou a produção. Segundo ele, a propriedade passou de duas vacas produzindo cerca de 20 litros de leite por dia para seis animais em produção, chegando a fornecer até 150 litros diários.


“O laticínio também nos incentivou a melhorar a qualidade da produção. Hoje investimos mais em genética, alimentação e sanidade do rebanho. O mais importante é saber que, todo mês, o pagamento chega, permitindo manter a propriedade, investir e sustentar a família”, destacou.

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