Prefeitura de Guanambi desarticula esquema de grilagem de terras públicas que atuava há quase 20 anos

Prefeitura de Guanambi desarticula esquema de grilagem de terras públicas que atuava há quase 20 anos
Foto: Divulgação/PMG

Na tarde desta quinta-feira (24), procuradores da Prefeitura de Guanambi acompanharam a derrubada de muros construídos irregularmente em dois lotes localizados em área pública, na Rua 3 do Bairro Belo Horizonte. A ação, que contou com apoio da Secretaria Municipal de Infraestrutura, é parte de um processo de enfrentamento a um esquema de grilagem de terras públicas que, segundo as investigações, operava há quase duas décadas no município. A apuração foi iniciada a partir de denúncias feitas por moradores diretamente ao prefeito Nal Azevedo, que determinou ao setor jurídico a imediata investigação dos fatos. Um Processo Administrativo foi aberto para apurar a atuação da organização criminosa, que, segundo o procurador municipal Eunadson Donato de Barros, já teve seu núcleo operacional identificado. “Essa quadrilha de grileiros de áreas públicas já foi identificada. Produzimos farta documentação probatória e todo o material será encaminhado ao Ministério Público, para responsabilização dos envolvidos e proteção do patrimônio público”, afirmou o procurador. As investigações apontam que servidores comissionados — e ao menos um efetivo — atuavam na falsificação de documentos para vender ilegalmente áreas públicas. Um exemplo citado por Dr. Eunadson foi a venda de uma área no bairro Renascer, de 130 m², comercializada por R$ 28 mil. A ação, segundo ele, terá continuidade em outros bairros da cidade. A população foi orientada a não adquirir terrenos sem a devida verificação documental e a denunciar qualquer movimentação suspeita à Prefeitura. “Para esclarecer dúvidas sobre a legalidade de terrenos, o cidadão deve procurar o Cartório de Registro de Imóveis, a Secretaria de Infraestrutura, ou o Setor Jurídico da Prefeitura, que está à disposição para orientar e proteger o cidadão de possíveis fraudes”, concluiu o procurador.

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