O ex-prefeito de Dom Basílio, José Maria Caires, fez um apelo público por maior atenção do poder público à educação dos jovens do município. Em declaração recente, ele destacou exemplos de sucesso de dombasilienses que venceram barreiras sociais graças ao acesso ao ensino, e cobrou políticas mais efetivas de apoio às famílias que lutam para garantir um futuro melhor para seus filhos. José Maria relembrou que, ainda na década de 1960 — antes da emancipação do município —, Dona Julinda Caires Araújo, considerada uma mulher visionária, enviou seus filhos para estudar em Salvador. “Dessa decisão nasceu o sociólogo Raimundo Humberto Caires Araújo, que chegou a ser secretário de Estado no governo Roberto Santos e foi o primeiro dombasiliense a se tornar deputado estadual”, afirmou. Outro exemplo citado foi o do médico Dr. Antônio Carlos Caires Araújo, conhecido como Dr. Carlinhos, considerado o primeiro médico nascido em Dom Basílio. “Ele estudou aqui mesmo, na escola Duque de Caxias, o que mostra que, com incentivo, nossos jovens podem chegar longe”, pontuou. O ex-prefeito reforçou que o município tem grande potencial humano, mas carece de políticas públicas que garantam igualdade de oportunidades. “Temos muitos talentos, mas precisamos que o poder público apoie as famílias desses meninos e meninas inteligentes, cujos pais, muitas vezes, não têm condições de bancar os estudos”, disse. Ele também lembrou que Dr. Antônio Carlos estudava na Várzea Grande, na casa de Paulo Neves, o que reforça, segundo ele, o papel da comunidade no desenvolvimento dos jovens. “O poder público municipal, que é o mais próximo da população, precisa investir mais na qualificação dos professores, em equipamentos tecnológicos para as escolas e criar políticas de incentivo individual aos alunos, principalmente os mais talentosos”, cobrou. José Maria finalizou defendendo a criação de bolsas de estudo para alunos de destaque, especialmente da zona rural. “Vivemos na era da inteligência artificial e Dom Basílio não pode ficar para trás. Precisamos investir naqueles que têm potencial, inclusive filhos de trabalhadores rurais, como se fazia nas décadas de 1950 e 1960”, concluiu.



