O jornalista Welton Oliveira denunciou, por meio de suas redes sociais, ter sido impedido de exercer sua atividade profissional durante os festejos juninos no município de Dom Basílio, no sudoeste da Bahia. Segundo ele, o caso ocorreu na noite de 24 de junho, durante a cobertura da tradicional festa de São João. De acordo com relato publicado pelo blog Cidade Agora, Welton afirmou que tentou acessar a área destinada à imprensa de forma cordial, mas foi barrado por um segurança. Em seguida, um funcionário da Assessoria de Comunicação (Ascom) da Prefeitura teria sido chamado e, segundo o jornalista, alegou que o espaço estava cheio antes de se retirar, sem oferecer qualquer alternativa. “Cheguei educadamente para o segurança, pedi acesso e não foi autorizado. O mesmo chamou um funcionário da Ascom, que me disse que o espaço estava cheio, virou as costas e saiu”, escreveu Welton em uma publicação. Ele contestou a justificativa, alegando que o local ainda apresentava espaço disponível e afirmou que o bloqueio teria sido arbitrário. O Blog também destaca que, conforme imagens compartilhadas nas redes sociais, a área restrita estaria parcialmente ocupada por servidores da prefeitura e secretários municipais. Outro ponto que chamou atenção, segundo a publicação, foi o fato de que outros veículos de comunicação locais teriam recebido autorização para acessar o palco do evento. Até o momento, a Prefeitura de Dom Basílio não se pronunciou oficialmente sobre o episódio. Este não é o primeiro caso de suposto cerceamento à atividade jornalística na região. Em 2023, a jornalista e ativista Marlúcia Barbosa de Araújo denunciou ter sido impedida de realizar uma entrevista previamente agendada com o cantor Léo Santana, durante os festejos pelos 300 anos da cidade de Rio de Contas, na Chapada Diamantina. Na ocasião, Marlúcia relatou ter sido retirada do local por seguranças, sob a justificativa de que não poderia permanecer ali. Ao buscar esclarecimentos com a assessoria do artista, foi informada de que a ordem havia partido da Prefeitura de Rio de Contas. O caso foi levado ao Sindicato dos Jornalistas da Bahia (Sinjorba), que emitiu um ofício solicitando apuração dos fatos e esclarecimentos da gestão municipal, à época comandada por Cristiano Azevedo (PSB).



