A inflação oficial do país recuou para 0,26% em maio, após registrar 0,43% em abril, conforme dados divulgados nesta terça-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A desaceleração de 0,17 ponto percentual foi impulsionada, sobretudo, pelo grupo Transportes, que caiu 0,37% e contribuiu com -0,08 p.p. para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Entre os destaques de queda no grupo, estão as passagens aéreas (-11,31%) e os combustíveis (-0,72%). Todos os combustíveis apresentaram recuos: óleo diesel (-1,30%), etanol (-0,91%), gás veicular (-0,83%) e gasolina (-0,66%). Na outra ponta, o grupo Habitação teve alta de 1,19% em maio, maior contribuição positiva do mês (0,18 p.p.), puxado pelo reajuste na energia elétrica residencial, que subiu 3,62% após a mudança na bandeira tarifária, revertendo a queda de -0,08% registrada em abril. O grupo Alimentação e bebidas, por sua vez, teve alta de 0,17%, mas com forte desaceleração em relação a abril (0,82%). Essa foi a menor variação mensal desde agosto de 2024. Quedas expressivas nos preços do tomate (-13,52%), arroz (-4,00%), ovo de galinha (-3,98%) e frutas (-1,67%) contribuíram para esse cenário. Por outro lado, batata-inglesa (10,34%), cebola (10,28%), café moído (4,59%) e carnes (0,97%) puxaram o índice para cima dentro do grupo. No acumulado do ano, o IPCA soma alta de 2,75%, e, nos últimos 12 meses, chega a 5,32%. As demais variações por grupo foram: Saúde e cuidados pessoais (0,54%), Vestuário (0,41%), Despesas pessoais (0,35%), Comunicação (0,07%), Educação (0,05%) e Artigos de residência (-0,27%).