Representantes da APLB Sindicato em Jussiape afirmaram que a categoria enfrenta dois principais problemas neste ano: o congelamento de benefícios salariais e a implantação de sábados letivos no calendário escolar. Segundo o dirigente sindical Dourival Caires, os profissionais da educação estão com vantagens previstas em lei municipal congeladas desde o período da pandemia, afetando direitos como licença-prêmio e quinquênios. De acordo com ele, a situação tem provocado defasagem salarial, levando a categoria a realizar mobilizações com a campanha “Descongela Já”, incluindo manifestações e divulgação nas redes sociais. Ainda conforme o sindicato, existe ação judicial em andamento pedindo o descongelamento dos benefícios, enquanto a categoria também pressiona a gestão municipal para que o problema seja resolvido administrativamente. Os representantes afirmam que o município teria condições financeiras de atender à reivindicação, citando aumento nos repasses do Fundeb, que teriam passado de cerca de R$ 7 milhões para mais de R$ 14 milhões nos últimos anos. Outro ponto de divergência é a inclusão de dez sábados letivos no calendário escolar para cumprimento dos 200 dias exigidos por lei. Segundo o sindicato, a carga horária dos profissionais já é cumprida de segunda a sexta-feira, totalizando 40 horas semanais, e o trabalho aos sábados deveria ser considerado como hora extra. A APLB informou que tenta negociar a questão administrativamente, mas não descarta acionar a Justiça caso não haja acordo. De acordo com o professor Sidnei Oliveira, a entidade já obteve decisões favoráveis em outros municípios determinando o pagamento dos sábados letivos como horas extras. Até o momento, a administração municipal de Jussiape não se manifestou oficialmente sobre as reivindicações apresentadas pelo sindicato.



