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Orlando Caires critica falta de transparência nos gastos dos festejos juninos de Dom Basílio

Orlando Caires critica falta de transparência nos gastos dos festejos juninos de Dom Basílio
Foto: Reprodução/Redes sociais
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À medida que o dia 24 de junho se aproxima e as comemorações dos festejos juninos movimentam Dom Basílio, o ex-candidato pela chapa de oposição nas eleições municipais de 2024, Orlando Caires, fez críticas à gestão municipal em relação à divulgação dos gastos com a realização da festa.


Em declaração pública nesta sexta-feira, 19 de junho, Orlando destacou a importância da tradição junina e da confraternização entre moradores e visitantes, mas afirmou que a população também precisa ter acesso às informações sobre os investimentos realizados pelo município nas festividades.


Segundo ele, o Ministério Público da Bahia disponibiliza o portal Transparência dos Festejos Juninos, destinado à divulgação dos valores investidos pelas prefeituras na contratação de atrações e na organização dos eventos. Orlando afirmou ter consultado a plataforma no próprio dia 19 de junho e disse não ter encontrado registros de despesas relacionadas aos festejos de Dom Basílio.


O ex-candidato também declarou que verificou o Diário Oficial do Município e, até aquele momento, não localizou extratos de contratos contendo os valores pagos ou a serem pagos pelas atrações já anunciadas ou que teriam se apresentado durante a programação.


Apesar da ausência das informações apontadas por Orlando e mesmo sem constarem registros no Portal da Transparência dos Festejos Juninos do Ministério Público da Bahia referentes ao ano de 2026, o prefeito Fernando Santos recebeu o selo de transparência concedido pelo MPBA para os festejos deste ano, fato que motivou questionamentos por parte do ex-candidato.

Orlando Caires critica falta de transparência nos gastos dos festejos juninos de Dom Basílio
Foto: Reprodução/Redes sociais

Ao comparar a situação com o ano anterior, Orlando lembrou que Dom Basílio também recebeu o selo de transparência referente aos festejos juninos, embora, segundo ele, nem todos os gastos tivessem sido informados na ocasião. Neste ano, contudo, afirmou que nenhum valor havia sido lançado no sistema.


"Defendo que as festas e as festividades têm que acontecer, trazer boas atrações, mas eu também defendo que o cidadão dombasiliense tenha conhecimento, saiba quanto o município está investindo", declarou.


Orlando Caires classificou a situação como um retrocesso na transparência pública e criticou a manutenção do selo concedido pelo Ministério Público. "Dom Basílio hoje, posso afirmar, em relação aos festejos juninos, é transparência zero", afirmou.


Até o momento, não houve manifestação pública da Prefeitura de Dom Basílio sobre as declarações do ex-candidato e sobre a ausência das informações apontadas por ele nos canais oficiais de transparência.

TCM-BA nega liminar e mantém programação do São João de Barra da Estiva

TCM-BA nega liminar e mantém programação do São João de Barra da Estiva
Foto: Manu Dias/GOVBA
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O conselheiro Paulo Rangel, do Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia (TCM-BA), indeferiu o pedido de medida cautelar apresentado pelo Ministério Público Estadual que buscava suspender pagamentos relacionados às contratações artísticas do São João de Barra da Estiva. A decisão foi publicada nesta sexta-feira, 19 de junho de 2026.


A representação questionava a legalidade e a razoabilidade dos contratos firmados pela Prefeitura de Barra da Estiva, por meio de inexigibilidade de licitação, para apresentações de César Menotti e Fabiano, Saia Rodada, Cavaleiros do Forró, Vitor Fernandes e Kevi Jonny durante os festejos juninos programados para ocorrer entre os dias 20 e 23 de junho.


O Ministério Público apontou que os valores contratados estariam acima dos parâmetros orientativos estabelecidos em nota técnica conjunta dos órgãos de controle, defendendo a suspensão dos pagamentos que ultrapassassem a média das contratações realizadas em 2025, corrigida pelo IPCA.


Ao analisar o pedido, o relator destacou que a nota técnica possui caráter orientativo e que a existência de valores superiores à média histórica exige justificativas mais robustas por parte da administração, mas não autoriza, por si só, a suspensão imediata dos pagamentos sem instrução processual aprofundada. Segundo o conselheiro, não houve demonstração suficiente de superfaturamento que justificasse a adoção da medida cautelar.


Na decisão, Paulo Rangel ressaltou ainda que a proximidade do início dos festejos, previstos para começar neste sábado, 20 de junho, e os possíveis impactos sociais, econômicos, turísticos e culturais para o município e a população deveriam ser considerados. Para ele, a interrupção dos pagamentos poderia comprometer a realização do evento e causar prejuízos maiores à coletividade.


Apesar de negar a liminar, o relator determinou o prosseguimento da apuração no mérito da representação. O processo seguirá em tramitação para análise da regularidade das contratações, da suficiência das justificativas de preços, da observância da legislação aplicável e da eventual responsabilização dos envolvidos, caso sejam constatadas irregularidades após a instrução processual.


Com a decisão, as apresentações previstas para o São João de Barra da Estiva estão mantidas.

TCM determina revisão de cachês do São João de Santa Maria da Vitória

TCM determina revisão de cachês do São João de Santa Maria da Vitória
Foto: Divulgação/PMSMV

O Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia (TCM-BA) concedeu parcialmente uma medida cautelar para determinar que a Prefeitura de Santa Maria da Vitória reveja os valores contratados para atrações dos festejos juninos de 2026, diante da situação financeira do município e da necessidade de observância dos princípios da razoabilidade e da economicidade.


A decisão monocrática foi assinada pelo conselheiro Paulo Rangel na segunda-feira (15/06), após Termo de Ocorrência apresentado pela 25ª Inspetoria Regional de Controle Externo (IRCE), que apontou possíveis irregularidades nas contratações da dupla Zé Neto e Cristiano e do cantor Léo Foguete para apresentações previstas entre os dias 25 e 26 de junho.


Segundo a área técnica do TCM, os artistas foram contratados pelos valores de R$ 905 mil e R$ 450 mil, respectivamente. O órgão apontou que os montantes estariam acima das médias apuradas no Painel Junino e dos parâmetros orientativos estabelecidos pela Nota Técnica Conjunta nº 01/2026, que trata da economicidade nas contratações artísticas realizadas para os festejos juninos na Bahia.


Além dos valores dos cachês, a IRCE destacou a situação financeira do município, especialmente em relação ao Regime Próprio de Previdência Social. Conforme os autos, Santa Maria da Vitória possui uma dívida superior a R$ 166 milhões junto ao CAPREVAS, sendo mais de R$ 20,4 milhões referentes a parcelas em atraso, R$ 103,5 milhões relativos a parcelas a vencer e cerca de R$ 42 milhões sem parcelamento.


Na decisão, o relator reconheceu que a contratação de artistas por inexigibilidade de licitação é permitida pela legislação, desde que haja justificativa adequada dos preços e demonstração de compatibilidade com os valores praticados no mercado. No entanto, entendeu que os indícios apresentados demonstram a necessidade de uma análise mais rigorosa diante da realidade financeira do município.


O conselheiro ressaltou que a medida não tem como objetivo cancelar os festejos juninos nem impedir a remuneração dos artistas contratados, mas assegurar que os gastos observem critérios de legalidade, razoabilidade e economicidade.


Com isso, o TCM determinou, em caráter parcial, que a administração municipal ajuste os valores contratados de acordo com a capacidade financeira do município e com os parâmetros de mercado, enquanto o mérito do processo segue em análise pela Corte de Contas.


A decisão foi publicada com ciência aos interessados e terá seus desdobramentos apreciados posteriormente pelo tribunal.

TCM nega pedido para suspender pagamentos da Vaquejada de Palmas de Monte Alto, mas mantém investigação

TCM nega pedido para suspender pagamentos da Vaquejada de Palmas de Monte Alto, mas mantém investigação
Foto: Divulgação/PMPMA
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O Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia (TCM-BA) decidiu não conceder a medida cautelar que pedia a suspensão dos pagamentos relacionados à XXII Vaquejada de Palmas de Monte Alto. A decisão, assinada pelo conselheiro Nelson Pellegrino na segunda-feira (15/06), considerou que houve perda do objeto do pedido, já que o evento já havia sido realizado e parte significativa das despesas questionadas havia sido liquidada.


A representação foi apresentada pelo Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA), que apontou supostas irregularidades na destinação de recursos públicos para a realização da festa. Entre os questionamentos estavam a contratação de atrações artísticas com cachês elevados, possíveis falhas em procedimentos de inexigibilidade de licitação e a alegação de que o município teria priorizado gastos com festividades em detrimento de áreas consideradas essenciais, como saúde, educação, saneamento e infraestrutura.


O MP destacou ainda a existência de procedimentos instaurados para apurar problemas relacionados à conservação de estradas vicinais, fornecimento de medicamentos, acessibilidade em vias públicas e estrutura do Conselho Tutelar.


Em sua defesa, o prefeito Marcos Túlio Laranjeira Rocha argumentou que a vaquejada representa uma manifestação cultural protegida pela legislação e afirmou que não houve comprometimento dos percentuais mínimos destinados à saúde e à educação. O gestor também contestou a metodologia utilizada pelo Ministério Público para apontar eventual sobrepreço nas contratações.


Entre os pontos analisados pelo TCM, chamou atenção o contrato firmado com a empresa NL Music Ltda., responsável pela apresentação do cantor Natanzinho Lima. O valor inicialmente pactuado foi de R$ 800 mil. A defesa informou que houve renúncia de R$ 100 mil por parte da empresa, reduzindo o pagamento para R$ 700 mil. No entanto, o relator observou que o termo que formalizaria essa renúncia não foi anexado aos autos.


A decisão também apontou questionamentos sobre a forma como o pagamento foi realizado. Segundo o contrato, o valor deveria ser quitado em parcelas, mas a liquidação ocorreu de uma única vez, em 29 de maio deste ano, fato que deverá ser esclarecido pelo gestor municipal.


Apesar de negar a cautelar, o TCM determinou a continuidade da tramitação da representação. O prefeito foi notificado para apresentar defesa no prazo de 20 dias, acompanhada de documentos que justifiquem os valores das contratações, memórias de cálculo, estudos técnicos e informações que demonstrem o retorno econômico gerado pelo evento, além da razoabilidade das despesas diante das demandas dos serviços públicos essenciais do município.


Com isso, o mérito da representação ainda será analisado pela Corte de Contas, que decidirá posteriormente sobre a regularidade ou não dos gastos realizados pela Prefeitura de Palmas de Monte Alto com a XXII Vaquejada.

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