Estudantes de Santo Antônio de Jesus desenvolvem lixeira inteligente para pessoas com deficiência

Estudantes de Santo Antônio de Jesus desenvolvem lixeira inteligente para pessoas com deficiência
Foto: Milena Monteiro/Secti

Uma lixeira automatizada que abre sozinha através de sensores ultrassônicos, feita de materiais recicláveis e projetada para facilitar a vida das pessoas com deficiência. Essa é a Lixeira Sustentável Inteligente (LSI), desenvolvida pelos estudantes Renan Mercês, Luiz Eduardo Lima e Guilherme Lacerda, do Colégio Estadual Francisco da Conceição Menezes, em Santo Antônio de Jesus, no recôncavo baiano. O projeto visa transformar um desafio cotidiano em uma solução tecnológica, acessível e sustentável. Segundo o jovem cientista Renan, a LSI surgiu com apoio técnico do clube de robótica da escola. “A ideia era criar algo que facilitasse a vida das pessoas com deficiência, tornando o descarte de lixo mais acessível e seguro. O protótipo é feito de materiais recicláveis, como plástico Pead 2 e PVC, apresenta um sistema automatizado de abertura e fechamento da tampa, e é equipado com sensores que emitem alertas sonoros, além de ter um design funcional, garantindo maior acessibilidade”, afirma.

Estudantes de Santo Antônio de Jesus desenvolvem lixeira inteligente para pessoas com deficiência
Foto: arquivo pessoal

Os estudantes esperam que a ferramenta não apenas facilite o descarte de lixo, mas, também, contribua para a sustentabilidade ao reduzir o uso de materiais não recicláveis, como o alumínio. Além disso, o funcionamento dela foi projetado para atender as expectativas das pessoas com limitações físicas. “A lixeira emitirá um alerta quando estiver cheia, ou quando alguém se aproximar para realizar o descarte. A participação do público-alvo também nos incentivou a aprimorar o sistema de orientação sonora, incorporando uma voz guia para cada ação, assim como um display mostrando o nível de preenchimento do cesto”, explica Renan. Os próximos passos incluem expandir o projeto para outros municípios e, futuramente, ao restante do país, com foco em locais como hospitais, ONGs, escolas e áreas públicas. A iniciativa foi apresentada durante a Feira de Ciências, Empreendedorismo Social e Inovação da Bahia (Feciba) de 2024, com apoio da Secretaria da Educação (SEC), e sob orientação de Régila Maria de Sousa e coorientação de Oziel Lopes.

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