Volumes expressivos de chuva foram registrados nas últimas 72 horas em diversas regiões da Bahia, com maior intensidade no Recôncavo, Sul, Sudoeste e Chapada Diamantina. De acordo com o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, os maiores acumulados no período ocorreram em Wenceslau Guimarães, com 175,6 milímetros, seguido por Teolândia, com 131,6 milímetros, Camaçari, com 130,8 milímetros, Nilo Peçanha, com 125,2 milímetros, Tanhaçu, com 124 milímetros, Barra da Estiva, com 122,8 milímetros, e Gentio do Ouro, com 120,2 milímetros. O coordenador de Estudos de Clima e Projetos Especiais, Aldírio Almeida, informou que os volumes são considerados elevados para o período e já provocam impactos como alagamentos, enchentes, enxurradas, danos estruturais, além do registro de pessoas desalojadas e desabrigadas em diferentes municípios. Segundo ele, o cenário é mais delicado em cidades que já estavam em situação de emergência, como Irecê, Barra, Alagoinhas, Cipó e Wenceslau Guimarães, onde o solo se encontra saturado, o que aumenta a vulnerabilidade a novos eventos adversos. Conforme balanço da Superintendência de Proteção e Defesa Civil da Bahia, outros seis municípios também decretaram situação de emergência e recebem ajuda humanitária: Ribeira do Amparo, Ribeira do Pombal, Camacan, Ituaçu, Arataca e Cícero Dantas. A previsão meteorológica indica a continuidade das chuvas em grande parte do estado, atingindo regiões como Recôncavo, Baixo Sul, Norte, Chapada Diamantina, Oeste e Vale do São Francisco. Nas próximas 48 horas, os acumulados podem ultrapassar 50 milímetros nessas áreas. Há atenção especial para a região próxima a Campo Formoso, Jacobina e Senhor do Bonfim, onde os volumes podem superar 100 milímetros no mesmo período. De acordo com Aldírio Almeida, a combinação do solo já encharcado com o relevo caracterizado por áreas serranas e vales encaixados pode favorecer a elevação rápida dos níveis de rios e córregos, aumentando o risco de enxurradas e inundações pontuais.



