O número de divórcios no país voltou a cair em 2024, depois de três anos seguidos de crescimento. No ano passado, foram contabilizados 428.301 divórcios em primeira instância ou lavrados por escrituras extrajudiciais, redução de 2,8% em relação a 2023, quando o total havia chegado a 440.827. A última retração registrada havia ocorrido em 2020. Quase todas as regiões contribuíram para essa queda: Sul (-1,4%), Sudeste (-2,5%), Nordeste (-3,1%) e Centro-Oeste (-11,8%). O Norte destoou do cenário nacional e apresentou alta de 9,1%. Os dados integram as Estatísticas do Registro Civil, divulgadas nesta quarta-feira (10) pelo IBGE, que reúne informações de cartórios, varas judiciais e tabelionatos de notas. A pesquisa também revelou uma mudança significativa no perfil das famílias que se separam: pela primeira vez, a guarda compartilhada entre pais de filhos menores (44,6%) superou a guarda unilateral materna (42,6%). Uma década antes, a diferença era expressiva — 7,5% contra 85,1%, respectivamente. Em 2024, os divórcios concedidos judicialmente representaram 81,8% do total. Entre esses casos, a maior parcela envolveu famílias com filhos menores de idade, somando 45,8%, porcentagem ligeiramente inferior à de 2023. Logo depois aparecem os casais sem filhos, responsáveis por 30,4% das dissoluções. A pesquisa também aponta que os homens se divorciam, em média, aos 44,5 anos, enquanto as mulheres encerram matrimônios por volta dos 41,6 anos. Entre casais de sexos diferentes, para cada 100 casamentos ocorridos em 2024, houve cerca de 45,7 divórcios — número menor que os 47,4 registrados no ano anterior. O tempo médio entre o casamento e o divórcio permaneceu estável em 13,8 anos, repetindo a marca de 2023 e ficando abaixo da média de 2010, quando era de aproximadamente 16 anos.



