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Cerca de 82% das crianças menores de 5 anos se vacinaram contra Hepatite A em 2023

Cerca de 82% das crianças menores de 5 anos se vacinaram contra Hepatite A em 2023
Cláudio Fachel/Palácio Piratini

Dados preliminares do Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde apontam que, em 2023, 81,87% das crianças menores de cinco anos, a partir dos 12 meses de idade, se vacinaram contra a hepatite A no Sistema Único de Saúde (SUS). O número aumentou 8,8% em relação ao ano anterior, quando foi registrado 72,99% na cobertura vacinal. O Espírito Santo foi o estado com o maior salto: em 2022, 63,5% da população-alvo havia se vacinado contra a doença, enquanto no ano seguinte a porcentagem ficou em 86,29%, totalizando uma diferença de 22,79%. A Bahia também se destacou com 85% do público vacinado em 2023 contra 68% em 2022. Vale lembrar que os números podem sofrer alterações, devido à alimentação de dados pelas secretarias de saúde estaduais na Rede Nacional de Dados em Saúde (RNSD). De acordo com o Calendário Nacional de Vacinação, a vacina deve ser administrada aos 15 meses de vida, em esquema de uma dose, e é a principal medida de prevenção contra o vírus da doença, geralmente transmitido via fecal-oral por meio de alimentos ou água contaminados, devido aos baixos níveis de saneamento básico e higiene pessoal. O vírus também pode ser contraído por contato pessoal próximo ou relação sexual desprotegida. Em 2023, o país saiu da lista dos 20 países com maior número de crianças não imunizadas, de acordo com um relatório divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). No mesmo ano, o país alcançou grande feito: melhoria na cobertura vacinal de 13 das 16 principais vacinas do calendário infantil se comparadas às coberturas registradas em 2022. A ministra da Saúde, Nísia Trindade, celebrou a conquista e reforçou que a melhora do cenário é resultado de um trabalho coletivo. A gestora ainda lembrou que o objetivo do programa Brasil Saudável, que visa a eliminação das doenças determinadas socialmente, como as hepatites virais, também passa pela vacinação. Mais de R$ 5,6 bilhões foram investidos ano passado na compra de vacinas. Já em 2024, com valores atualizados até o mês de julho, mais de R$ 7,2 bilhões foram investidos em imunizantes.

Farmácia Popular passa a oferecer 95% dos medicamentos de forma gratuita

Farmácia Popular passa a oferecer 95% dos medicamentos de forma gratuita
Foto: internet/Min Saude

Em comemoração aos 20 anos do programa Farmácia Popular, a partir desta quarta-feira, 10 de julho, o Ministério da Saúde vai passar a oferecer 95% dos medicamentos e insumos de forma gratuita para toda a população. Com isso, remédios indicados para o tratamento de colesterol alto, doença de Parkinson, glaucoma e rinite poderão ser retirados de graça. A expectativa é que cerca de 3 milhões de pessoas que já utilizam o programa sejam impactadas e, em média, isso gere uma economia para os usuários de até R$ 400 por ano. O programa oferta 41 itens, entre fármacos, fraldas e absorventes e, até a implementação dessa medida, somente medicamentos indicados para pessoas com diabeteshipertensãoasma, osteoporose e anticoncepcionais eram gratuitos. Para os outros, o Ministério da Saúde pagava até 90% do valor de referência dos medicamentos e o cidadão completava o restante, de acordo com o valor praticado pela farmácia. Com essa atualização, 95% dos medicamentos e insumos podem ser retirados de forma gratuita, o que equivale a 39 dos 41 itens de saúde distribuídos, ampliando o acesso a saúde para população vulnerável em todo o Brasil. 

Ministério da Saúde ampliará vacinação contra HPV para público de 15 a 45 anos

Ministério da Saúde ampliará vacinação contra HPV para público de 15 a 45 anos
Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília

Pessoas de 15 a 45 anos que tomam Profilaxia Pré-Exposição ao HIV (PrEP) serão incluídas no público da vacina contra o HPV – papilomavírus humano. A medida foi anunciada por meio de nota técnica, publicada nesta quarta-feira (3), no portal do Ministério da Saúde. Com a ampliação, será possível ajudar ainda mais na prevenção e tratamento das infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) e cânceres causados pela doença. O HPV é uma IST e está associada a verrugas nos órgãos genitais e ao desenvolvimento de câncer de colo do útero, vulva, pênis, anus e orofaringe. Além da transmissão sexual, o vírus também pode ser passado por contato direto com a pele ou mucosa infectada. Existem mais de 100 tipos, sendo pelo menos 14 cancerígenos, conhecidos como de alto risco. No Brasil, a prevalência de papilomavírus humano foi avaliada pelo Estudo Epidemiológico sobre Prevalência Nacional HPV (POP- Brasil), que incluiu homens e mulheres entre 16 e 25 anos sexualmente ativos. O quantitativo geral de HPV foi de 53,6%, sendo 35,2% com, no mínimo, um dos genótipos de alto risco. Dos entrevistados, 50,7% afirmou usar preservativos rotineiramente e 12,7% relataram a presença de uma IST prévia.

Bahia amplia público-alvo para vacinação contra a Covid-19

Bahia amplia público-alvo para vacinação contra a Covid-19
Foto: Leonardo Rattes/Saúde GovBA

Em uma medida emergencial para evitar o desperdício de imunizantes da nova vacina contra Covid-19, a XBB, a Comissão Intergestores Bipartite (CIB) decidiu pela ampliação do público-alvo do imunizante com data de vencimento em 3 de julho. A decisão foi tomada durante a reunião desta quinta-feira (27), da qual participaram os secretários municipais da saúde e a secretária estadual da Saúde, Roberta Santana. Atualmente, há 14.983 doses próximas ao vencimento na Bahia. Os municípios de Teixeira de Freitas, Simões Filho e Guanambi registram a maior quantidade de doses em estoque. Com a decisão tomada pelos gestores, pessoas a partir de 5 anos de idade e que não fazem parte dos grupos prioritários poderão receber uma dose da XBB, independentemente do histórico vacinal. Contudo, é necessário que seja respeitado o intervalo mínimo de três meses da dose mais recente. Anteriormente, o imunizante estava disponível apenas para o público-alvo composto por: Crianças entre 6 meses e menores de 5 anos; Pessoas de 60 anos ou mais; Pessoas vivendo em instituições de longa permanência; Pessoas imunocomprometidas; Indígenas vivendo em terra Indígena; Indígenas vivendo fora da terra Indígena; Ribeirinhos; Quilombolas; Gestantes e Puérperas; Trabalhadores da saúde; Pessoas com deficiência permanente; Pessoas com comorbidades; Pessoas privadas de liberdade; Funcionários do sistema de privação de liberdade; Adolescentes e jovens cumprindo medidas socioeducativas; e Pessoas em situação de rua. O novo imunizante é mais eficaz no combate à variante XBB.1.5, responsável, atualmente, pelo maior número de casos e de internações no Brasil e no exterior.

Bahia amplia público-alvo para vacinação contra a Dengue

Bahia amplia público-alvo para vacinação contra a Dengue
Foto: Leonardo Rattes/Saúde GovBA

Em uma medida emergencial para evitar o desperdício de imunizantes, a Comissão Intergestores Bipartite (CIB), que reúne gestores municipais e estadual de saúde, decidiu ampliar temporariamente a faixa etária para a vacinação contra a dengue na Bahia. Desde a última sexta-feira (14), pessoas de 4 a 59 anos poderão se vacinar com os imunizantes que têm vencimento marcado para o dia 30 de junho de 2024. Anteriormente, o público-alvo era de 10 a 14 anos. A decisão foi tomada em resposta ao estoque remanescente de 6.727 doses, que estão concentradas principalmente em Itabuna, Jequié e Ilhéus, municípios que juntos somam 55% desse total. Ao todo, 36 municípios da Bahia sinalizaram a existência de doses com o mesmo vencimento. A secretária da Saúde do Estado da Bahia, Roberta Santana, faz um apelo aos municípios e à sociedade: “mesmo no período junino, vamos fazer um esforço adicional para zerar os estoques. O público-alvo foi ampliado e ainda temos nove dias. Incentivamos que os municípios montem postos em locais de grande fluxo, como rodoviárias, centros comerciais ou mesmo façam a busca ativa, pois são ações já realizadas anteriormente com resultados positivos”, ressalta. Ao todo, 125 municípios receberam 237.607 doses da vacina contra a Dengue, já tendo sido aplicadas 163.834 doses.

Dia D contra a Poliomielite acontece neste sábado (8) em todo o Brasil

Dia D contra a Poliomielite acontece neste sábado (8) em todo o Brasil
Foto: Marcos Lopes/MS

Neste sábado (8), ocorre em todo o Brasil o Dia D contra a Poliomielite. Cidades de todo o país realizarão mutirões para reduzir o quantitativo de crianças não vacinadas e, assim, reforçar medidas para a erradicação da doença. A campanha deste ano foi lançada pelo Ministério da Saúde no último dia 27 de maio e vai até 14 junho. A meta de 2024 é imunizar, no mínimo, 95% do público-alvo – cerca de 13 milhões de crianças menores de 5 anos de idade. A secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde, Ethel Maciel, destaca a importância da imunização. “Graças à vacinação, a poliomelite não faz mais parte do nosso cenário epidemiológico, tendo o último caso confirmado em 1989. Embora tenhamos eliminado a doença em nosso país, ela ainda existe no mundo e por isso é muito importante que os pais levem seus filhos para tomar a vacina e garantir a saúde das crianças", declarou. Em 2022, 77% das crianças com menos de um ano receberam a dose da VIP (vacina inativada poliomielite). Já em 2023, o número saltou para 84,63%, de acordo com dados da Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS). O Ministério da Saúde autorizou, neste ano, um recurso adicional de R$ 150 milhões para a operacionalização da Estratégia de Vacinação nas Escolas, da Campanha Nacional de Vacinação contra Poliomielite e para o Monitoramento das Estratégias de Vacinação (MEV) contra a poliomielite e o sarampo no Brasil. Além disso, mais de R$ 6,5 bilhões foram investidos, no ano passado, para a compra de imunizantes e a previsão é que esses recursos alcancem R$ 10,9 bilhões em 2024. Também ocorrem de forma automática os repasses administrados pelo Fundo Nacional de Saúde (FNS) transferidos fundo a fundo. 

Brasil completa dois anos sem casos de sarampo

Brasil completa dois anos sem casos de sarampo
Foto: Julia Prado/MS

O Brasil completou, nesta quarta-feira (5), dois anos sem casos autóctones (com transmissão em território nacional) de sarampo. Dessa forma, está próximo de retomar a certificação de ‘país livre de sarampo’, após sair da condição de região endêmica no ano passado. Em 2016, o Brasil já havia recebido o título de país livre da doença. Em 2018, no entanto, o intenso fluxo migratório de países vizinhos, associado às baixas coberturas vacinais em vários municípios, permitiu a reintrodução do vírus em território nacional. Desde 2019, o número de casos de sarampo está em queda: despencando de 20.901 registros, no referido ano, a 41 casos, em 2022. O último caso foi confirmado em 5 junho de 2022, no Amapá.  No início de maio, o país recebeu a visita da Comissão Regional de Monitoramento e Reverificação da Eliminação do Sarampo, Rubéola e Síndrome da Rubéola Congênita na Região das Américas e do Secretariado da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) com o objetivo de dar continuidade ao processo de recertificação do Brasil como livre da circulação de sarampo e com sustentabilidade da eliminação da rubéola e da síndrome da rubéola congênita (SRC).Ainda neste ano, a Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou o aumento de casos da doença na Europa como “alarmante”. Foram mais de 58 mil infecções pelo vírus em 41 países ao longo de 2023, um aumento em relação aos últimos três anos. 

Ministério da Saúde reforça vacinação contra coqueluche após surtos da doença na Europa e na Ásia

Ministério da Saúde reforça vacinação contra coqueluche após surtos da doença na Europa e na Ásia
Foto: Julia Prado/MS

Nas últimas semanas, países da Europa e da Ásia registraram aumento nos casos de coqueluche. Tosse seca, febre e cansaço são alguns dos sintomas comuns, que podem levar a complicações, como pneumonia, desidratação e paradas respiratórias. A doença infecciosa é de alta transmissibilidade, mas é controlada no Brasil graças à vacinação. As vacinas contra coqueluche estão disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS). Diante do cenário global, o Ministério da Saúde divulgou uma Nota Técnica com recomendações de fortalecimento das ações de vigilância epidemiológica da doença no Brasil. Entre as ações, a pasta inclui alerta aos profissionais de saúde da área assistencial, investigação de contatos de casos confirmados, oferta de tratamento oportuno, além de ampliação do uso da vacina dTpa para profissionais de saúde que atuam em atendimentos de ginecologia, obstetrícia, pediatria, além de doulas e trabalhadores de berçários e creches com crianças até 4 anos. Dados nacionais de 2019 a 2024 mostram que as crianças menores de um ano de vida representaram mais de 52% dos casos de coqueluche. Em seguida crianças entre 1 e 4 anos, com cerca de 22%. Essa é uma doença de notificação compulsória. Foram registrados 3,1 mil casos de coqueluche em 2015 no país. De lá pra cá, observou-se uma diminuição do número de casos confirmados: em 2023 foram 214 casos e até abril de 2024 foram 31. A imunização é administrada com a pentavalente, esquema vacinal composto por três doses (aos 2, 4 e 6 meses de vida), seguidas de reforços com a vacina DTP aos 15 meses e aos 4 anos de idade. O SUS disponibiliza ainda, a vacinação de gestantes, puérperas e de profissionais da área da saúde com a dTpa. Em 2023, todas as vacinas contra coqueluche apresentaram aumento da cobertura vacinal, em comparação com ano de 2022. É fundamental manter a vacinação em dia e procurar uma unidade de saúde para receber o diagnóstico e tratamento adequados, assim que surgirem os primeiros sinais e sintomas. Em maio deste ano, a União Europeia divulgou Boletim Epidemiológico constando aumento da doença em pelo menos 17 países, com mais 32.037 casos foram notificados de coqueluche entre 1 de janeiro e 31 de março de 2024. O Centro de Prevenção e Controle de Doenças da China (CCDC, 2024) informou que, em 2024, foram notificados no país, 32.380 casos e 13 óbitos. 

Ministério da Saúde libera mais de R$ 1 bilhão para o Piso da Enfermagem

Ministério da Saúde libera mais de R$ 1 bilhão para o Piso da Enfermagem
Foto: divulgação/MS

O Ministério da Saúde liberou mais de R$ 1 bilhão para o Piso da Enfermagem, o maior repasse desde a sua implementação. A primeira portaria foi referente ao adiantamento de R$ 31,9 milhões para o Rio Grande do Sul, a segunda portaria foi no valor de R$ 798,6 milhões para todos os estados e municípios e a terceira portaria, que sairá nos próximos dias, descreve o repasse de R$ 172,1 milhões referente à revisão de dados relativas à parcela de maio a agosto de 2023, para todos os estados e municípios também. A Assistência Financeira Complementar (AFC) da União é operacionalizada pelo Ministério que, por intermédio de portarias, tem estabelecido os critérios e procedimentos necessários para que estados, municípios e o DF, bem como entidades filantrópicas como a Certificação de Entidades Beneficentes de Assistência Social do SUS (CEBAS-SUS) e as contratualizadas que atendam, no mínimo, 60% de seus pacientes pelo Sistema Único de Saúde (SUS) , cumpram o piso da enfermagem. Em reconhecimento à situação de calamidade, os 418 municípios e o estado do Rio Grande do Sul já receberam o adiantamento referente ao mês de maio, que antecipou o repasse para que o estado pudesse pagar o piso salarial a profissionais de enfermagem. A antecipação representou um adiantamento de cerca de 15 dias em relação ao previsto, após a crise climática.

Ministério da Saúde entrega nova remessa de vacinas da dengue

Ministério da Saúde entrega nova remessa de vacinas da dengue
Foto: Julia Prado/MS

O Ministério da Saúde anunciou, na quarta-feira (29), a distribuição de quase 1 milhão de doses da quinta remessa de vacinas da dengue, sendo 656.172 doses de reforço e 335.200 doses de ampliação. Com essa nova entrega, mais 405 municípios foram contemplados, totalizando 1.735 que estarão vacinando adolescentes de 10 a 14 anos de idade. Para ter proteção completa contra casos graves e hospitalizações por dengue, são necessárias duas doses do imunizante incorporado no SUS. A pasta garante a entrega das duas doses para todos os municípios contemplados na estratégia de vacinação. Recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil comprou todo o estoque disponível de vacina de dengue disponível no mercado internacional. Considerando essa aquisição e mais um quantitativo doado pelo laboratório produtor, o total de doses chega a 6,5 milhões para 2024 e 9 milhões para 2025. Devido à capacidade de produção do laboratório, as doses estão sendo entregues em parcelas. Com a quinta remessa, serão 3.659.851 doses distribuídas aos estados e municípios. Até 28 de maio, 1.122.339 doses já foram aplicadas. 

Ministério da Saúde lança Campanha Nacional de Vacinação contra Poliomielite

Ministério da Saúde lança Campanha Nacional de Vacinação contra Poliomielite
Foto: divulgação/MS

Nesta segunda-feira (27), o Ministério da Saúde lançou a Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite, que vai acontecer até o dia 14 de junho. A meta é vacinar, no mínimo, 95% do público-alvo, que abrange cerca de 13 milhões de crianças menores de cinco anos. A expectativa da campanha é reduzir o número de crianças não vacinadas e o risco de reintrodução do poliovírus no Brasil, além de reforçar medidas para a erradicação da doença. Para o diretor do Departamento do Programa Nacional de Imunização (DPNI), Eder Gatti, o objetivo também é aumentar as coberturas vacinais e ampliar o acesso às vacinas poliomielite. “A vacinação é a única forma de prevenção contra a poliomielite, também chamada paralisia infantil. Por isso, pedimos aos pais ou responsáveis que levem as crianças ao posto mais próximo para que elas não sofram com as sequelas de doenças imunopreviníveis”, afirmou.  A campanha deste ano é muito importante para o enfrentamento à poliomielite, pois o país está em fase de transição para substituir as duas doses da vacina oral poliomielite (VOP) para apenas um reforço com a vacina inativada poliomielite (VIP). Ou seja, o esquema vacinal e a dose de reforço serão feitos exclusivamente com a VIP, a partir do segundo semestre de 2024. Todos os estados e municípios receberão as normas e diretrizes dessa alteração. O Brasil não registra casos de poliomielite desde 1989 e, cinco anos depois, em 1994, recebeu a certificação de área livre de circulação do poliovírus selvagem. No entanto, no ano passado, o país foi classificado como de alto risco para a reintrodução do poliovírus pela Comissão Regional para a Certificação da Erradicação da Poliomielite na Região das Américas (RCC). Essa categorização se deu a partir do desempenho das coberturas vacinais, dos indicadores de vigilância epidemiológica das paralisias flácidas agudas (PFA) e do status de contenção laboratorial dos poliovírus, por exemplo. No dia 8 de junho, o Ministério da Saúde propõe que seja realizado o dia “D” de divulgação e mobilização da campanha em todo o país. Os estados e municípios têm autonomia para definir a realização em outras datas, de acordo com as especificidades locais. 

Ministério da Saúde lança nova campanha de vacinação contra Covid- 19

Ministério da Saúde lança nova campanha de vacinação contra Covid- 19
Foto: Myke Sena/MS

Com o intuito de conscientizar e alertar sobre a importância da vacinação contra a Covid-19, o Ministério da Saúde lançou uma nova etapa do Movimento Nacional pela Vacinação. O objetivo é vacinar ao menos 70 milhões de pessoas. Na primeira quinzena de maio, o Brasil recebeu 9,5 milhões de doses, representando a primeira remessa da aquisição da vacina Covid-19 atualizada com a variante XBB.1.5, as quais estão em processo de distribuição aos estados, de acordo com o agendamento junto a operadora logística. Muitos estados já começaram a aplicar as vacinas monovalentes XBB. O primeiro lote começou a ser entregue no dia 09 de maio aos estados, que têm autonomia para começar a aplicação imediatamente. O quantitativo de doses da aquisição emergencial será suficiente para abastecer os estados e municípios até que as próximas aquisições sejam concluídas. As primeiras doses possuem data de validade para os meses de junho e julho 2024, inscrita nos frascos, mas estendida pela Anvisa para setembro e outubro de 2024, conforme recomendado por órgãos de avalição internacional. O perfil de segurança da vacina Covid-19 monovalente XBB é conhecido devido ao amplo uso em outros países, sendo semelhante ao das versões bivalentes, com a vantagem adicional de ser adaptada para a variante XBB.1.5. As vacinas ofertadas pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI) são eficazes, efetivas, seguras e passam por um rigoroso processo de controle de qualidade antes de chegarem aos braços da população. As vacinas COVID-19 tiveram grande impacto na redução da morbimortalidade da doença, tendo evitado muitos óbitos e internações no Brasil desde a sua introdução. 

88,2% das pessoas de 5 anos ou mais haviam tomado pelo menos 2 doses de vacina contra covid-19 em 2023, diz IBGE

88,2% das pessoas de 5 anos ou mais haviam tomado pelo menos 2 doses de vacina contra covid-19 em 2023, diz IBGE
Foto: Jonathan Campos/AEN-PR

Até o primeiro trimestre de 2023, 88,2% da população de 5 anos ou mais haviam tomado pelo menos duas doses da vacina contra a covid-19, ou seja, tinham o esquema primário de vacinação contra a doença completo. Entre as pessoas com 18 anos ou mais, 92,3% tomaram duas doses ou mais, enquanto para a população de 5 a 17 anos esse percentual foi de 71,2%. Além disso, 3,4% dos adultos de 18 anos ou mais não tinham tomado nenhuma dose da vacina até o momento da pesquisa, percentual que sobe para 14,8% entre crianças e adolescentes de 5 a 17 anos. Os dados são do módulo sobre covid-19 da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua - PNAD Contínua, realizada em convênio com o Ministério da Saúde e divulgada nesta sexta-feira (24) pelo IBGE. No primeiro trimestre de 2023, 93,9% da população de 5 anos ou mais (188,3 milhões de pessoas) haviam tomado pelo menos uma dose de vacina contra a covid-19. Entre os homens, 93,0% (90,8 milhões) tinham tomado pelo menos uma dose, percentual que sobe para 94,8% entre as mulheres (97,5 milhões). Nas áreas urbanas, 94,2% (164,2 milhões) das pessoas de 5 anos ou mais tomaram pelo menos uma dose de algum imunizante contra a covid-19, enquanto nas áreas rurais esse percentual foi 92,3% (24,1 milhões). O Sudeste, região mais populosa do Brasil, registrou a maior proporção de pessoas de 5 anos ou mais com, pelo menos, uma dose de vacina (95,9%), seguida das regiões Nordeste (94,0%); Sul (93,1%); Centro-Oeste (91,0%); e Norte (88,2%). Entre as pessoas de 5 anos ou mais de idade que tomaram alguma dose de vacina contra a doença, mais da metade (58,6%) disseram ter tomado todas aquelas recomendadas para si até o primeiro trimestre de 2023, com maior proporção entre os moradores das áreas urbanas (59,5%) do que entre moradores das áreas rurais (51,8%) e maior proporção entre as mulheres (60,4%) do que entre os homens (56,5%). Na análise por grandes regiões, destaca-se, novamente, a Sudeste com o maior percentual de pessoas vacinadas com as doses recomendadas (64,5%). As regiões Sul, Centro-Oeste e Nordeste apresentaram percentuais muito próximos (respectivamente, 56,9%, 55,4% e 55,2%). Por outro lado, apenas 43,8% das pessoas dessa faixa etária na Região Norte tomaram o número de doses recomendadas, sendo esse percentual ainda menor na área rural (37,9%). Com relação à faixa etária, os percentuais de pessoas de 5 a 17 anos e de 18 anos ou mais que tomaram todas as doses recomendadas foram similares na Região Sudeste; maior entre os adultos nas regiões Norte e Nordeste; e maior entre as crianças e adolescentes nas regiões Sul e Centro-Oeste. A pesquisa investigou também os motivos pelos quais 38,6% das pessoas de 5 anos ou mais de idade que iniciaram o esquema vacinal não haviam tomado todas as doses recomendadas. Os principais motivos alegados foram “por esquecimento ou falta de tempo” (29,2%), seguido por “não acha necessário, tomou as doses que gostaria e/ou não confia na vacina” (25,5%), que, juntos, representaram 54,7% do grupo em questão. Motivações como “está aguardando ou não completou o intervalo para tomar a próxima dose” (17,5%) e “medo de reação adversa ou teve reação forte em dose anterior” (16,5%) também foram frequentes. Já as pessoas que não haviam tomado vacina até o momento da pesquisa representaram 5,6% da população de 5 anos ou mais. O grupo mais jovem foi o que teve uma proporção maior de não vacinados: 14,8% do total de crianças e adolescentes de 5 a 17 anos de idade. Esse percentual foi maior nas regiões Norte e Centro-Oeste, com 23,0% e 22,4%, respectivamente. Entre os adultos, 3,4% deles não se vacinaram, proporção que alcançou 7,4% na Região Norte. Entre as pessoas de 5 anos ou mais não-vacinadas até o primeiro trimestre de 2023, mais de um terço (33,7%) alegou ter “medo de reação adversa ou de injeção”, 26,3% disseram “não confiar ou não acreditar na vacina”, 24,2% responderam “não acha necessário, acredita na imunidade e/ou já teve covid” e 5,1% alegaram motivos de “recomendação por profissional de saúde”. Entre as crianças e adolescentes, o “medo de reação adversa ou de injeção” correspondeu ao maior percentual (39,4%), seguido por “não acha necessário, acredita na imunidade e/ou já teve covid” (21,7%) e “não confia ou não acredita na vacina” (16,9%). Entre os adultos, o motivo mais citado foi “não confia ou não acredita na vacina” (36,0%). Mostraram-se também importantes as alegações: “medo de reação adversa ou de injeção” (27,8%) e “não acha necessário, acredita na imunidade e/ou já teve covid” (26,7%).





Por José Ernande da Silva

SUS incorpora novos tratamentos e medicações para câncer, HIV, asma e Crohn

SUS incorpora novos tratamentos e medicações para câncer, HIV, asma e Crohn
Foto: Arquivo/ Agência Brasil

O Ministério da Saúde incorporou, no início de maio, novas medicações e tratamentos ao rol de ofertas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), com benefício direto para pacientes com HIV, câncer de pulmão, crianças e jovens com asma, pacientes em cirurgias de retirada de câncer no cérebro e pessoas com doença de Crohn, envolvendo o cólon. Com essas incorporações a estimativa é de que, nos próximos cinco anos, mais de 14 mil pacientes possam receber cuidados por meio da saúde pública. Na área da oncologia, foi incorporado um novo método de monitoramento de funções neuronais, utilizado em cirurgias de retirada de câncer no cérebro. Identificado pela sigla MION, o procedimento a funciona como um auxílio à equipe de profissionais de saúde durante a realização de atos cirúrgicos complexos, diminuindo o risco de lesões  irreversíveis nos pacientes. Trata-se de um ganho importante já que até o momento a tecnologia não estava disponível no SUS e a incorporação reduz o risco de realização da cirurgia, ao apoiar a orientação de profissionais durante a realização e diminui a possibilidade de lesões. Além disso, a pasta avalia a incorporação do MION para outras doenças e condições cirúrgicas. A expectativa é de beneficiar 448 pacientes no primeiro ano e 747 pacientes até o ano de uso.





Tratamento do câncer de pulmão 





Também foi incorporado o medicamento durvalumabe, que é usado no tratamento de pacientes com câncer de pulmão. No entanto, a medicação é para um tipo específico chamado de “câncer de pulmão não pequenas células estágio III irressecável”. Portanto, é recomendado para pacientes com este tipo de doença, em estágio III, e quando o tumor não pode ser removido cirurgicamente e não piorou após o tratamento com quimioterapia e com radioterapia. Com a medicação, a previsão é tratar 36 pacientes no 1º ano e 187 até o 5º ano. 





ISTs 





No campo das Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), o ministério passará a oferecer o medicamento fostensavir trometamol 600mg para o tratamento de pacientes adultos multirresistentes infectados pelo HIV. O medicamento é uma alternativa aos antirretrovirais disponíveis atualmente, ou seja, para aqueles que não conseguem uma redução da carga viral mesmo com o uso das atuais opções ofertadas no SUS. De acordo com o ministério, será possível contribuir para a melhoria da qualidade de vida das pessoas que vivem com o vírus ou aids, mais especificamente as que desenvolvem essa condição de multirresistente e ficam mais suscetíveis a doenças oportunistas e ao risco de morte. A última incorporação para pessoas multirresistentes ocorreu há oito anos, com a entrada da etravirina 200mg. Desta forma, a expectativa é de beneficiar 72 pacientes no 1º ano e aproximadamente 769 pacientes no 5º ano. 





Asma grave 





Na questão das doenças crônicas, foi ampliado o uso do medicamento mepolizumabe 100mg/mL para o tratamento de pacientes com asma eosinofílica grave refratária, com idade entre 6 e 17 anos – o medicamento já é usado no tratamento de adultos. Em crianças ou adolescentes, a doença é caracterizada pela presença de níveis elevados de eosinófilos, que são glóbulos brancos responsáveis pela ação contra microrganismos e pelo combate a infecções no corpo. O uso do medicamento busca melhoria na condição de vida do paciente, com redução de crises e do agravamento da doença. A população beneficiada no 1º ano é estimada em 22 pacientes, e sobre para 110 no 5º ano. Estabelecida como uma das prioridades por essa gestão no Ministério da Saúde, as doenças raras recebem a incorporação do monitoramento do calprotectina fecal no intestino (cólon) de pacientes com doença de Crohn. Trata-se de um biomarcador que apoia o diagnóstico e o monitoramento de pacientes com a enfermidade, indicando atividade inflamatória. A identificação de inflamações é feita pela avaliação da calprotectina, uma proteína detectada por exame de fezes. Esse acompanhamento é fundamental para orientar o tratamento do paciente. Essa é, inclusive, mais uma alternativa para monitoramento de pacientes, sendo menos invasiva - atualmente, é realizado por meio de exames de sangue, tomografia computadorizada e colonoscopia, exame padrão e mais invasivo. A expectativa é de atender 10.974 pacientes elegíveis no 1º ano e 12.331 no 5º ano. 

Todos os estados brasileiros apresentam queda ou estabilidade nos casos de dengue, diz ministério de Saúde

Todos os estados brasileiros apresentam queda ou estabilidade nos casos de dengue, diz ministério de Saúde
Foto: Igor Evangelista/MS

Dados apresentados pelo Ministério da Saúde, nesta terça-feira (14), sinalizam um cenário mais positivo no enfrentamento da dengue no Brasil. Neste momento, 24 estados e o Distrito Federal registram queda na incidência da doença e dois seguem em cenário de estabilidade. Até o momento, o país possui 4,7 milhões de casos prováveis da doença e os óbitos totalizam 2,5 mil. Os dados são referentes à Semana Epidemiológica 19.  Estão em tendência de queda: Acre; Alagoas; Amazonas; Amapá; Bahia; Ceará; Distrito Federal; Espírito Santo; Goiás; Minas Gerais; Mato Grosso do Sul; Pará; Paraíba; Pernambuco; Piauí; Paraná; Rio de Janeiro; Rio Grande do Norte; Rondônia; Roraima; Rio Grande do Sul; Santa Catarina; Sergipe; São Paulo e Tocantins. Apenas Maranhão e Mato Grosso apresentam estabilidade. “É uma mudança significativa de tendência da incidência da doença. Seguindo o padrão do avanço da dengue, a previsão é que os dois únicos estados que ainda estão em estabilidade já entrem em queda nas próximas semanas”, explicou, em entrevista coletiva, a secretária de Vigilância em Saúde em Ambiente, Ethel Maciel. A secretária celebrou o freio no avanço da doença e anunciou que mais esforços estão sendo empregados para o controle das arboviroses no país. Amanhã (15) e quinta-feira (16), o Ministério da Saúde vai promover uma oficina de trabalho com os maiores especialistas em arboviroses do país. “A ideia é produzir subsídios para a construção do plano de enfrentamento 2024/2025. Feito isso, a etapa seguinte será a pactuação nos conselhos municipais e estaduais para implantar esse plano”, acrescentou. Quanto à vigilância do Ministério no Rio Grande do Sul – estado atingido por fortes chuvas nas últimas semanas – Ethel explicou que a atualização de casos de dengue não mostra uma mudança significativa. “Mas estamos atentos com o nível da água e inundação de áreas verdes. Por isso, o Ministério da Saúde vai acompanhar de forma diferenciada a situação da região”, informou. Com o cenário de estabilidade em todo o país, a pasta passou a fazer as atualizações de arboviroses por meio de informes semanais. O Painel de Arboviroses segue sendo atualizado diariamente. O ministério segue monitorando os dados constantemente e fará entrevistas coletivas presenciais quando necessário. 

Toda população acima de 6 meses já pode ser vacinada contra influenza

Toda população acima de 6 meses já pode ser vacinada contra influenza
Foto: Gov-Ba/Sesab

Em um movimento para fortalecer a luta contra a gripe em todo o Brasil, o Ministério da Saúde anunciou no 1° de maio a ampliação na campanha de vacinação contra a Influenza. A partir de agora, a vacinação é recomendada para toda a população a partir dos 6 meses de idade. Este anúncio marca o avanço na estratégia de imunização contra uma das doenças respiratórias mais comuns e potencialmente graves. Em sintonia com a decisão, a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) montou um stand defronte ao Farol da Barra, na capital baiana, em virtude das comemorações do Dia do Trabalhador para imunizar quem estivesse no local. A expectativa é aplicar cerca de três mil doses do imunizante contra a Influenza, além da vacina bivalente, que combate a Covid-19. Moradora de Salvador, a corredora Daiana Lima, de 41 anos, não perdeu tempo e garantiu a imunização. “Achei uma iniciativa muito bacana e aproveitei para atualizar meu calendário de vacinação. O Governo da Bahia acertou em cheio”, comemorou. Historicamente, a vacinação contra a gripe era prioritariamente destinada a grupos considerados de risco, como idosos, gestantes, puérperas, e indivíduos com condições de saúde específicas. Na avaliação da secretária da Saúde do Estado, Roberta Santana, “a decisão ministerial de expandir o alcance da vacina reflete uma análise cuidadosa da situação epidemiológica atual e da disponibilidade de vacinas”. A titular da pasta estadual da Saúde também ressalta que, além de continuar a vacinar os grupos prioritários, esta ampliação visa reduzir os atendimentos ambulatoriais, internações e absenteísmo durante os meses de outono e inverno, períodos em que doenças de transmissão respiratória são mais frequentes. Dados da diretoria de Vigilância Epidemiológica da Bahia mostram que, somente em 2024, foram notificados 3.259 casos de Síndromes Respiratórias Agudas Graves (SRAG) hospitalizados, um aumento superior a 11,5% em relação ao mesmo período do ano passado. Na Bahia, a cobertura vacinal para Influenza gira em torno de 18,5%, com 886.592 doses aplicadas.

Ministério da Saúde amplia faixa etária para vacinação contra Influenza para todos a partir de 6 meses

Ministério da Saúde amplia faixa etária para vacinação contra Influenza para todos a partir de 6 meses
Foto: Bárbara Silveira/Sesab

Em um movimento para fortalecer a luta contra a gripe em todo o Brasil, o Ministério da Saúde anunciou neste 1° de maio a ampliação na campanha de vacinação contra a influenza. A partir de agora, a vacinação é recomendada para toda a população a partir dos 6 meses de idade. Este anúncio marca o avanço na estratégia de imunização contra uma das doenças respiratórias mais comuns e potencialmente graves. Em sintonia com a decisão, a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) montou um stand defronte ao Farol da Barra, na capital baiana, em virtude das comemorações do Dia do Trabalhador para imunizar quem estivesse no local. A expectativa é aplicar cerca de três mil doses do imunizante contra a Influenza, além da vacina Bivalente, que combate a Covid-19. Moradora de Salvador, a corredora Daiana Lima, de 41 anos, não perdeu tempo e garantiu a imunização. “Achei uma iniciativa muito bacana e aproveitei para atualizar meu calendário de vacinação. O Governo da Bahia acertou em cheio”, comemorou. Historicamente, a vacinação contra a gripe era prioritariamente destinada a grupos considerados de risco, como idosos, gestantes, puérperas, e indivíduos com condições de saúde específicas. Na avaliação da secretária da Saúde do Estado, Roberta Santana, “a decisão ministerial de expandir o alcance da vacina reflete uma análise cuidadosa da situação epidemiológica atual e da disponibilidade de vacinas”. A titular da pasta estadual da Saúde também ressalta que, além de continuar a vacinar os grupos prioritários, esta ampliação visa reduzir os atendimentos ambulatoriais, internações e absenteísmo durante os meses de outono e inverno, períodos em que doenças de transmissão respiratória são mais frequentes. Dados da diretoria de Vigilância Epidemiológica da Bahia mostram que, somente em 2024, foram notificados 3.259 casos de Síndromes Respiratórias Agudas Graves (SRAG) hospitalizados, um aumento superior a 11,5% em relação ao mesmo período do ano passado. Na Bahia, a cobertura vacinal para Influenza gira em torno de 18,5%, com 886.592 doses aplicadas.

Bahia recebe mais de 67 mil novas doses da vacina contra a dengue

Bahia recebe mais de 67 mil novas doses da vacina contra a dengue
Foto: Divulgação/Sesab

Nesta segunda-feira (29), a Bahia recebe mais 67.087 doses da vacina contra a dengue, a ser distribuída para 115 municípios, conforme critérios estabelecidos pelo Ministério da Saúde. Com esta entrega, a Bahia contabiliza 237.556 doses recebidas, tendo como público-alvo da imunização, a faixa etária de 10 a 14 anos. A secretária da Saúde do Estado, Roberta Santana, explica que "a vacinação reduz o risco de infecção sintomática, hospitalizações e da morbimortalidade pela doença e chega como importante aliado no combate ao vírus. Para além da imunização, toda a sociedade deve continuar empenhada em eliminar os criadouros do mosquito, como a forma mais imediata de frear o avanço da dengue". Em 2024, a Bahia registra 169.758 casos de dengue, um incremento de 736,3% em relação ao mesmo período do ano anterior. Atualmente são 241 municípios em epidemia, 71 em risco e 62 em alerta. Na reunião semanal do Centro de Operações de Emergência em Saúde (Coes), que reúne representantes de diversas esferas governamentais, além do Conselho Estadual de Saúde (CES) e Conselho dos Secretários Municipais de Saúde (Cosems-BA), o município de Vitória da Conquista citado novamente como o caso mais preocupante. “Vitória da Conquista atualmente vive uma tripla epidemia. São 26.595 casos e 11 mortes confirmadas por dengue, isso sem contar as 2.570 notificações de chikungunya e 1.627 de zika”, afirma o subsecretário da saúde do Estado, Paulo Barbosa. A Bahia possui uma taxa de letalidade da dengue de 2,7%, menor do que a média nacional. Ao todo, foram confirmados 52 óbitos por dengue nos municípios de Vitória da Conquista (11), Jacaraci (4), Juazeiro (4), Feira de Santana (3), Piripá (3), Barra do Choça (2), Caetité (2), Coaraci (2), Encruzilhada (2), Santo Antônio de Jesus (2), Bom Jesus da Lapa (1), Caculé (1), Caetanos (1), Campo Formoso (1), Caraíbas (1) Carinhanha (1), Guanambi (1), Ibiassucê (1), Ipiaú (1), Irecê (1), Luís Eduardo Magalhães (1), Maraú (1), Palmas de Monte Alto (1), Santo Estevão (1), Seabra (1), Tanque Novo (1) e Várzea Nova (1). Os três últimos óbitos foram registrados em residentes de Encruzilhada, Tanque Novo e Vitória da Conquista.

Brasil retoma produção de insulina depois de duas décadas

Brasil retoma produção de insulina depois de duas décadas
Foto: Divulgação

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa nesta sexta-feira, 26 de abril, da cerimônia de inauguração da planta de produção de insulina da Biomm, em Nova Lima (Minas Gerais). A oportunidade marca a retomada da produção do hormônio no país por uma empresa nacional depois de duas décadas e tem potencial para atender 1,9 milhão de pacientes. As ministras Nísia Trindade (Saúde) e Luciana Santos (Ciência, Tecnologia e Inovação), os ministros Fernando Haddad (Fazenda), Alexandre Silveira (Minas e Energia) e Alexandre Padilha (Relações Institucionais), além da primeira-dama (Janja Lula da Silva), integram a comitiva. Com investimento de R$ 800 milhões, a fábrica tem capacidade para suprir a demanda nacional de insulina e favorecer o acesso dos pacientes com diabetes ao tratamento. O Brasil é um dos países com maior incidência de diabetes no mundo, com 15,7 milhões de pacientes adultos, segundo o Atlas da Federação Internacional de Diabetes (IDF). A iniciativa é parte da nova estratégia para orientar a produção e a inovação nacional em saúde para atender ao Sistema Único de Saúde e para cuidar das pessoas, gerando emprego, renda e investimento no Brasil. A fábrica terá capacidade para 20 milhões de unidades de carpules (refis) de insulina glargina por ano - e, na sequência, de canetas de insulina. Além disso, poderá fabricar 20 milhões de frascos de outros biomedicamentos, como a insulina humana recombinante. A estimativa é de que a unidade, de 12 mil metros quadrados de área construída, gere 300 empregos diretos e 1,2 mil indiretos, num benefício para mais de seis mil pessoas.

Policlínicas Regionais de Saúde já abrangem quase 99% dos municípios baianos

Policlínicas Regionais de Saúde já abrangem quase 99% dos municípios baianos
Foto: Leonardo Rattes/Saude GovBA

Em 2017, a primeira Policlínica Regional de Saúde entrou em operação, no município de Teixeira de Freitas, no extremo-sul baiano. Desde então, outras 25 unidades iniciaram o funcionamento, garantindo uma abrangência em quase 99% dos municípios. Atualmente, das 26 policlínicas regionais no estado, 24 operam no modelo consorciado, atendendo 411 das 417 cidades baianas. Os números foram destacados pela secretária da Saúde do Estado da Bahia, Roberta Santana, durante a Reunião Operacional dos Consórcios Públicos Interfederativos de Saúde, realizada na sede da Sesab, nesta sexta-feira (26). O encontro contou com a presença dos presidentes dos Consórcios de Saúde, prefeitos responsáveis pela gestão das policlínicas, do Superintendente de Atenção Integral à Saúde da Sesab, Karlos Figueiredo, da diretora de Gestão de Unidades Consorciadas e em Parceria Público-Privada, Priscilla Bellazzi, além do ex-coordenador Estadual dos Consórcios de Saúde da Sesab, Nelson Portela e o atual coordenador dos Consórcios de Saúde da Sesab, Antônio Marcos Pereira.  Durante o encontro, foi apresentado o panorama atualizado das demandas e desafios dos Consórcios Públicos Interfederativos de Saúde, como explicou a secretária. "As Policlínicas Regionais de Saúde baianas realizam um trabalho excepcional através de uma assistência de qualidade. Converso com pacientes e as pessoas agradecem, parabenizam. Isso é gratificante, é a certeza de que estamos trabalhando de forma correta. Não fechamos os olhos para os problemas, e nosso planejamento é para isso: fazer com que a gente possa melhorar cada vez mais", afirmou. Na ocasião, Santana aproveitou para agradecer o trabalho desempenhado por Nelson Portela à frente da coordenação Estadual dos Consórcios de Saúde da Sesab desde 2015, e desejou boas-vindas ao novo gestor. "Faço questão de destacar o trabalho fantástico desempenhado por Nelson Portela nessa condução das policlínicas, estamos falando da construção de um modelo de gestão de consórcio que se consolidou de forma muito rica e contributiva para a nossa Bahia. Então, eu queria agradecer Nelson por todo o trabalho feito durante essa condução e desejar as boas-vindas a Antônio Marcos, o nosso Marquinhos, que eu tenho certeza que contribuirá e muito para todo o processo. A Sesab, as policlínicas e todo o nosso time ganham muito com essa chegada", completou Santana. Desde que a primeira Policlínica Regional de Saúde entrou em operação, mais de 6,3 milhões de atendimentos entre consultas especializadas e exames já foram realizados, assegurando assistência de qualidade para milhares de baianos e baianas. As Policlínicas oferecem consultas especializadas em angiologia, cardiologia, neurologia, endocrinologia, gastroenterologia, otorrinolaringologia, oftalmologia, urologia, ginecologia, pneumologia, dermatologia, reumatologia, anestesia e ortopedia.  As unidades também contam com atendimento em especialidades não médicas: farmácia clínica, enfermagem, psicologia e nutrição, e exames de mapa, holter, ecocardiograma, ergometria, eletrocardiograma, eletroencefalograma, endoscopia digestiva, mamografia, ultrassonografia, doppler, raio-x, ressonância magnética e tomografia. Todas as consultas e exames são feitos mediante um agendamento prévio, que deve ser realizado pela Secretaria de Saúde dos municípios consorciados. As 26 policlínicas já em funcionamento estão instaladas nas cidades de Ilhéus, Alagoinhas, Barreiras, Brumado, Eunápolis, Feira de Santana, Guanambi, Irecê, Itaberaba, Itabuna, Jacobina, Jequié, Juazeiro, Paulo Afonso, Ribeira do Pombal, Santo Antônio de Jesus, Senhor do Bonfim, Serrinha, Simões Filho, Teixeira de Freitas, Valença, Vitória da Conquista, Santa Maria da Vitória, São Francisco do Conde, além de Salvador, que possui duas policlínicas funcionando, nos bairros de Narandiba e Escada.

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