A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou nesta segunda-feira (22/06) o registro do medicamento Inluriyo® (tosilato de inlunestranto), indicado para o tratamento de adultos com um tipo específico de câncer de mama localmente avançado ou metastático.
O medicamento é destinado a pacientes cuja doença não pode ser removida por cirurgia ou que já tenha se espalhado para outras partes do corpo e que tenham sido previamente tratados com terapia endócrina.
Segundo a Anvisa, o tratamento é indicado para tumores com características específicas: positivos para receptor de estrogênio (ER+), negativos para o receptor 2 do fator de crescimento epidérmico humano (HER2-) e que apresentem mutação no receptor de estrogênio 1 (ESR1m).
Desenvolvido pela Eli Lilly do Brasil Ltda., o Inluriyo® é um medicamento de uso oral e indicado como monoterapia, ou seja, utilizado de forma isolada no tratamento da doença.
O câncer de mama é a neoplasia maligna mais incidente entre as mulheres. De acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), foram estimados 73.610 novos casos da doença no Brasil no período entre 2023 e 2025, representando 30,1% de todos os tipos de câncer diagnosticados na população feminina.
A aprovação do novo medicamento amplia as opções terapêuticas disponíveis para pacientes com mutações específicas associadas ao câncer de mama avançado, possibilitando abordagens mais direcionadas ao perfil de cada caso.
O Sistema Único de Saúde (SUS) incorporou o uso dos medicamentos venetoclax e azacitidina para o tratamento de pacientes adultos com leucemia mieloide aguda recém-diagnosticada que não são elegíveis à quimioterapia intensiva. A decisão foi oficializada por meio da Portaria SCTIE/MS nº 30, publicada nesta segunda-feira (15), no Diário Oficial da União.
A nova medida beneficia pacientes que, por fatores como idade avançada, fragilidade clínica ou outras condições de saúde, não podem ser submetidos ao tratamento convencional mais agressivo. Conforme estabelece a portaria, as áreas técnicas responsáveis terão prazo máximo de 180 dias para disponibilizar a terapia na rede pública de saúde.
A leucemia mieloide aguda, também chamada de leucemia não linfocítica aguda, é um tipo de câncer que afeta as células-tronco da medula óssea. A doença é caracterizada por mutações genéticas que provocam a produção excessiva de glóbulos brancos imaturos, que passam a se multiplicar de forma descontrolada e comprometem a formação das células sanguíneas saudáveis.
Por apresentar evolução rápida, o diagnóstico precoce é fundamental. Entre os principais sintomas estão anemia, fadiga, infecções recorrentes, perda de peso e de apetite, febre, dor de cabeça, falta de ar, surgimento de hematomas e episódios de sangramento.
O tratamento da leucemia mieloide aguda varia conforme a gravidade do quadro e a resposta de cada paciente. As opções terapêuticas incluem quimioterapia, imunoterapia, radioterapia e transplante de medula óssea. Com a incorporação do venetoclax em combinação com a azacitidina, o SUS amplia as possibilidades de cuidado para pacientes que possuem limitações para receber a quimioterapia intensiva, oferecendo uma alternativa terapêutica mais adequada ao perfil clínico desse grupo.
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