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Prévia da inflação de setembro fica em 0,13%

Prévia da inflação de setembro fica em 0,13%
Foto: Sudoeste Total

A prévia da inflação de setembro ficou em 0,13%, indicando uma queda de 0,06 ponto percentual (p.p.) em relação à taxa registrada em agosto (0,19%). O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), divulgado pelo IBGE nesta quarta-feira, 25 de setembro, registrou que a maior variação (0,50%) e o maior impacto (0,08 p.p.) vieram do grupo Habitação. As demais variações ficaram entre o recuo de 0,08% de Transportes e o aumento de 0,32% em Saúde e Cuidados Pessoais. Entre os nove grupos de produtos e serviços pesquisados, sete tiveram alta em setembro. Alimentação e bebidas (0,05% e 0,01 p.p.), grupo que tem o maior peso no índice, registrou aumento de preços após dois meses de queda. Contribuíram para o resultado as quedas da cebola (-21,88%), da batata-inglesa (-13,45%) e do tomate (-10,70%). No lado das altas, o mamão (30,02%), a banana-prata (7,29%) e o café moído (3,32%) se destacam. O grupo Despesas Pessoais (-0,04%) e Transportes (-0,08%) apresentaram queda. Neste último, com impacto de -0,02 p.p., o resultado foi influenciado pela gasolina (-0,66% e -0,03 p.p.). Em relação aos demais combustíveis (-0,64%), o etanol (-1,22%) também houve recuo, enquanto o gás veicular (2,94%) e o óleo diesel (0,18%) apresentaram altas. As passagens aéreas registraram aumento nos preços (4,51% e 0,03 p.p). Na análise regional, quatro áreas de abrangência do IPCA-15 tiveram queda em setembro. A menor variação foi em Recife (-0,37%), com influência das quedas nos preços da gasolina (-4,51%) e da cebola (-31,80%). Fortaleza, Belém e Goiânia também registraram recuo. A maior variação foi em Salvador (0,35%), impactada pelas altas da gasolina (2,17%) e do gás de botijão (3,04%).

Safra de grãos 2024 mantém previsão de queda na Bahia

Safra de grãos 2024 mantém previsão de queda na Bahia
Foto: Mateus Pereira/GOVBA

Após a produção recorde de grãos em 2023, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estimam uma produção menor de grãos na Bahia, em 2024, devido ao fenômeno El Niño, que afetou negativamente as condições climáticas e prejudicou algumas regiões produtoras no estado. O boletim de safra da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI) destaca a queda em dois dos principais produtos agrícolas do estado: soja e milho. Em sentindo contrário, apesar das dificuldades climáticas, estima-se novo recorde de produção do algodão na Bahia. O Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), realizado pelo IBGE, relativo ao mês de agosto de 2024, com dados sistematizados e analisados pela SEI, estima uma produção de cereais, oleaginosas e leguminosas de 11,3 milhões de toneladas, um recuo de 6,8% na comparação com a safra de 2023. Os números da Conab refletem a mesma tendência. Em seu décimo segundo levantamento (último do ciclo), a previsão é de 12,4 milhões de toneladas de grãos na temporada 2023/2024 – recuo de 7,3% em relação ao ciclo 2022/2023. De acordo com o IBGE, apesar da manutenção das áreas plantadas e colhidas em 3,53 milhões de hectares (ha), mesma de 2023, o rendimento médio esperado (3,20 toneladas/ha) da lavoura de grãos é 6,9% aquém da safra anterior. A soja, principal produto, plantado em 2,0 milhões de ha no estado, deve alcançar 7,53 milhões de toneladas, o que corresponde a uma queda de 0,4% sobre a safra de 2023. As duas safras anuais do milho, com redução da área plantada em 15,4%, devem fechar em 2,25 milhões de toneladas, declínio de 27,3% na comparação anual. Para a lavoura do feijão, a LSPA/IBGE prevê recuo de 5,2% na comparação com a safra de 2023, totalizando 226 mil toneladas. São 380 mil ha plantados, área 8,9% menor que a safra anterior. Por outro lado, um importante produto da safra baiana, o algodão (caroço e pluma), tem previsão de aumento da safra em 2,2% em relação ao ano passado, totalizando 1,78 milhão de toneladas. A área plantada com a fibra aumentou 4,4%, alcançando 380 mil ha em relação à safra de 2023. Também são estimados incrementos na lavoura da cana-de-açúcar (1,3%), com produção de 5,54 milhões de toneladas; do cacau (2,7%), projetada em 123 mil toneladas; do café, com previsão de colheita de 264 mil toneladas este ano, 7,0% acima do ano passado. Na fruticultura, destacam-se as estimativas das lavouras de banana (920 mil toneladas), laranja (628 mil toneladas) e uva (62 mil toneladas) que, por sua vez, registraram, respectivamente, variações de 0,7%, -1,0% e -5,4% em relação à safra anterior. O levantamento ainda indica uma produção de 925 mil toneladas de mandioca (-1,4%); 335 mil toneladas de batata-inglesa (0,9%); e 182 mil toneladas de tomate (1,5%).

Inflação registra primeiro resultado negativo no ano com -0,02% em agosto

Inflação registra primeiro resultado negativo no ano com -0,02% em agosto
Foto: Sudoeste Total

A inflação do país foi de -0,02% em agosto, queda de 0,40 ponto percentual (p.p.) em relação ao mês anterior (0,38%). Essa é a primeira taxa negativa desde junho de 2023, quando o índice registrou queda de 0,08%. O resultado foi influenciado pela queda em Habitação (-0,51%), após redução nos preços da energia elétrica residencial (-2,77%), e Alimentação e bebidas (-0,44%), com a segunda queda consecutiva da alimentação no domicílio (-0,73%). No ano, a inflação acumulada é de 2,85% e, nos últimos 12 meses, de 4,24%. Os dados são do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado hoje (10) pelo IBGE. No grupo de Alimentação e bebidas (-0,44%), a alimentação no domicílio (-0,73%) apresentou o segundo recuo consecutivo, após queda de 1,51% em julho. Foram observadas quedas nos preços da batata inglesa (-19,04%), do tomate (-16,89%) e da cebola (-16,85%). No lado das altas, destacam-se o mamão (17,58%), a banana-prata (11,37%) e o café moído (3,70%). Já a alimentação fora do domicílio (0,33%) teve variação abaixo da registrada no mês anterior (0,39%). O subitem lanche desacelerou de 0,74% em julho para 0,11% em agosto, enquanto a refeição acelerou de 0,24% para 0,44%.

Abate de bovinos bate recorde no 2º trimestre no Brasil

Abate de bovinos bate recorde no 2º trimestre no Brasil
Licia Rubinstein/Agência IBGE

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta quinta-feira (5) os resultados completos das Estatísticas da Produção Pecuária para o 2° trimestre de 2024. Os dados mostram que o abate de bovinos cresceu 17,5% em comparação com o 2° trimestre de 2023 e 6,7% frente ao 1° período de 2024. O total de cabeças abatidas chegou a 9,96 milhões, um recorde na série histórica, iniciada em 1997. Em relação ao mesmo período de 2023, foram abatidas 1,48 milhão de cabeças de bovinos a mais no 2º trimestre de 2024, com altas em 26 das 27 unidades da federação (UFs). O abate de fêmeas aumentou 20,8% em relação ao 2º período de 2023, influenciado pela queda do preço dos bezerros no comparativo anual, enquanto o abate de machos subiu 14,8%. As exportações de bovinos no trimestre atingiram o patamar inédito de 612,44 mil toneladas, aumento de 30,0% na comparação anual, com recordes para abril e maio (SECEX/MDIC). A ampla oferta de animais também impactou os preços da arroba do boi, que sofreu retração no período (CEPEA/Esalq). Os volumes exportados de carne suína voltaram a crescer, alcançando volumes recordes para os segundos trimestres. As exportações brasileiras de carne de frango também retomaram a trajetória de crescimento no 2° trimestre de 2024 e alcançaram um novo recorde na série histórica.

Governo prevê salário mínimo de R$ 1.509 a partir de 2025

Governo prevê salário mínimo de R$ 1.509 a partir de 2025
Foto: Sudoeste Total

O Poder Executivo enviou ao Congresso Nacional nesta sexta-feira, 30 de agosto, o Projeto de Lei Orçamentária Anual de 2025 (PLOA 2025). Unindo responsabilidade fiscal e compromisso social, o PLOA 2025 traz meta de resultado primário zero, aumento real (acima da inflação) do salário mínimo e o cumprimento dos pisos de saúde, educação e investimento. De acordo com a Secretaria de Comunicação Social do Governo Federal, o salário mínimo estimado para 2025 é de R$ 1.509,00. O aumento previsto é de 6,87% na comparação com o valor de R$ 1.412,00 vigente neste ano, sendo 3,82% dados pela variação estimada para o INPC nos 12 meses encerrados em novembro de 2024 e 2,91% de aumento real decorrentes do crescimento do Produto Interno Bruto de 2023, conforme prevê sua regra de correção.

Mudanças climáticas levam à previsão de queda da safra de grãos da Bahia em 2024

Mudanças climáticas levam à previsão de queda da safra de grãos da Bahia em 2024
Foto: Divulgação/Aiba

Após a produção recorde de grãos em 2023, tanto o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) como a Companhia Nacional e Abastecimento (Conab) estimam uma produção menor de grãos na Bahia, em 2024. O fenômeno El Niño afetou negativamente as condições climáticas, prejudicando algumas regiões produtoras no estado. Destaca-se, entre os grãos, a queda em dois dos principais produtos agrícolas: soja e milho. Em sentindo contrário, apesar das dificuldades climáticas, estima-se novo recorde de produção do algodão no estado. O Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), realizado pelo IBGE, relativo ao mês de julho de 2024, com dados sistematizados e analisados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), estima uma produção de cereais, oleaginosas e leguminosas de 11,3 milhões de toneladas. Isso representa um recuo de 6,9% na comparação com a safra de 2023. As áreas plantadas e colhidas estão estimadas em 3,53 milhões de hectares (ha), a mesma em relação à safra de 2023. Assim, o rendimento médio esperado (3,21 toneladas/ha) da lavoura de grãos no estado da Bahia é 6,9% aquém da safra anterior. O volume de soja a ser colhido pode alcançar 7,53 milhões de toneladas, o que corresponde a uma queda de 0,4% sobre o verificado em 2023. A área plantada com a oleaginosa no estado está projetada em aproximadamente 2,0 milhões de hectares. As duas safras anuais do milho, estimadas pelo IBGE, podem alcançar 2,25 milhões de toneladas, o que também representa declínio de 27,3% na comparação anual. Com relação à área plantada, houve queda de 15,4% em relação à estimativa da safra anterior de 698 mil ha. A primeira safra do cereal está projetada em 1,55 milhão de toneladas, 34,0% abaixo do que foi observado em 2023. Já o prognóstico para a segunda safra é de um recuo de 6,1% em relação à colheita anterior, totalizando 700 mil toneladas. Para a lavoura do feijão, espera-se recuo de 5,2% na comparação com a safra de 2023, totalizando 226 mil toneladas. O levantamento tem estimativa de 380 mil ha plantados, 8,9% menor que a safra anterior. Estima-se que a primeira safra da leguminosa (137,1 mil toneladas) seja 4,5% inferior à de 2023, e que a segunda safra (89,2 mil toneladas) tenha uma variação negativa de 6,4%, na mesma base de comparação. Outro importante produto da safra baiana, o algodão (caroço e pluma), está com a produção estimada em 1,75 milhão de toneladas, o que representa aumento de 0,8% em relação ao ano passado. A área plantada com a fibra aumentou 3,0%, alcançando 375 mil ha em relação à safra de 2023. Para a lavoura da cana-de-açúcar, o IBGE estimou produção de 5,54 milhões de toneladas, revelando aumento de 1,3% em relação à safra de 2023. A estimativa da produção do cacau, por sua vez, ficou projetada em 123 mil toneladas, apontando um avanço de 2,7% na comparação com a do ano anterior. 

Estimativa de julho aponta safra 5,5% menor em 2024

Estimativa de julho aponta safra 5,5% menor em 2024
Foto: Helena Pontes/Agência IBGE

A safra brasileira de cereais, leguminosas e oleaginosas deve alcançar 298,0 milhões de toneladas de acordo com a estimativa de julho do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgado hoje (13) pelo IBGE. Este resultado é 5,5% menor o que a safra obtida em 2023 (315,4 milhões de toneladas), ou 17.4 milhões de toneladas abaixo, e 0,7% superior (2,2 milhões de toneladas) do que a estimativa de junho. A área a ser colhida foi de 78,6 milhões de hectares, aumento de 0,9% (727,2 mil hectares) frente a 2023; e acréscimo de 264.488 hectares (0,3%) em relação a junho. Em relação ao ano anterior, houve crescimentos nas áreas de arroz (4,9%), algodão (13,1%), feijão (6,0%) e soja (3,2%). O milho (-3,2%), o trigo (-11,2%) e o sorgo (-5,3%) apresentaram reduções. No que se refere à produção, ocorrem acréscimos de 10,8% para o algodão herbáceo (em caroço); de 1,9% para o arroz; de 7,1% para o feijão e de 22,7% para o trigo, bem como decréscimos de 4,3% para a soja, de 10,3% para o milho (reduções de 15,7% no milho de 1ª safra e de 8,9% no milho de 2ª safra) e de 10,9% para o sorgo. A estimativa de produção da soja foi de 145,4 milhões de toneladas. Quanto ao milho, a estimativa foi de 117,6 milhões de toneladas (23,4 milhões de toneladas de milho na 1ª safra e 94,2 milhões de toneladas de milho na 2ª safra). A produção do arroz foi estimada em 10,5 milhões de toneladas; a do trigo em 9,5 milhões de toneladas; a do algodão herbáceo (em caroço) em 8,6 milhões de toneladas; e a do sorgo, em 3,8 milhões de toneladas.

Abates de bovinos, suínos e frangos crescem no 2° trimestre de 2024

Abates de bovinos, suínos e frangos crescem no 2° trimestre de 2024
Foto: Licia Rubinstein/Agência IBGE

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou hoje (13) os primeiros resultados das Pesquisas Trimestrais da Pecuária. O abate de bovinos cresceu 17,2% em comparação ao 2º trimestre de 2023, o de suínos teve um aumento de 2,4% e o de frangos, alta de 3,2%. Em comparação ao 1° trimestre de 2024, os abates de bovinos, suínos e frangos tiveram, respectivamente, altas de 6,9%, 4,3% e 1,1%. Os dados preliminares das Estatísticas da Produção Pecuária mostraram que, no 2º trimestre de 2024, foram abatidas 9,94 milhões de cabeças de bovinos sob algum tipo de serviço de inspeção sanitária. O abate de suínos somou 14,55 milhões de cabeças. Além disso, foram abatidas 1,61 bilhão de cabeças de frango. Foi apontada a produção de 2,57 milhões de toneladas de carcaças bovinas, um acréscimo de 17,0% em relação ao 2° trimestre de 2023 e aumento de 7,3% em relação ao 1º trimestre de 2024. O peso acumulado das carcaças de suínos foi de 1,34 milhão de toneladas no 2º trimestre de 2024, aumento de 0,9% em relação ao 2º trimestre de 2023 e de 4,8% em comparação com o 1° trimestre de 2024. Já o peso acumulado das carcaças de frangos foi de 3,43 milhões de toneladas, acréscimo de 2,1% em relação ao 2º trimestre de 2023 e de 1,9% frente ao 1° trimestre de 2024. 

Prévia da inflação de julho fica em 0,30%

Prévia da inflação de julho fica em 0,30%
Foto: Sudoeste Total

A prévia da inflação de julho ficou em 0,30%, após taxa de 0,39% registrada em junho. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), divulgado nesta quinta-feira (25) pelo IBGE, aponta que a maior variação (1,12%) e o maior impacto (0,23 ponto percentual) vieram do grupo Transportes. Na sequência, vieram os grupos Habitação (0,49% e 0,07 p.p) e Saúde e cuidados pessoais (0,33% e 0,05 p.p). Nos últimos 12 meses, a variação do IPCA-15 foi de 4,45%, acima dos 4,06% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em julho de 2023, a taxa foi de -0,07%. Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, sete tiveram alta em julho. Apenas o grupo de Alimentação e bebidas (-0,44%) e o de Vestuário (-0,08%) apresentaram variação negativa. No grupo Alimentação e bebidas (-0,44%), a alimentação no domicílio recuou 0,70% em julho. Contribuíram para esse resultado as quedas da cenoura (-21,60%), do tomate (-17,94%), da cebola (-7,89%) e das frutas (-2,88%). No lado das altas, destacam-se o leite longa vida (2,58%) e o café moído (2,54%). A alimentação fora do domicílio (0,25%) desacelerou em relação ao mês de junho (0,59%), em virtude das altas menos intensas do lanche (de 0,80% em junho para 0,24% em julho) e da refeição (0,51% em junho para 0,23% em julho). O resultado do grupo Habitação (0,49%) foi influenciado, principalmente, pela energia elétrica residencial (1,20% e 0,05 p.p.). Em julho, passou a vigorar a bandeira tarifária amarela, que acrescenta R$1,885 a cada 100kwh consumidos. A alta também foi influenciada pelos seguintes reajustes tarifários: de 6,76% em Belo Horizonte (3,40%), a partir de 28 de maio; e de -2,43% em uma das concessionárias de São Paulo (0,42%), a partir de 4 de julho. Ainda em Habitação, a alta da taxa de água e esgoto (0,22%) decorre dos seguintes reajustes tarifários: de 9,85% em Brasília (5,02%), a partir de 1º de junho; e de 2,95% em Curitiba (0,09%), a partir de 17 de maio. No subitem gás encanado (-0,28%), o resultado do Rio de Janeiro (-0,93%) decorre de redução média de 1,75%, a partir de 1º de junho. No grupo Transportes (1,12% e 0,23 p.p), as passagens aéreas subiram 19,21% e contribuíram com 0,12 p.p. no índice de julho. Em relação aos combustíveis (1,39%), gasolina (1,43%), etanol (1,78%) e óleo diesel (0,09%) tiveram alta, enquanto gás veicular (-0,25%) registrou queda de preços. Quanto aos índices regionais, dez áreas de abrangência tiveram alta em julho. A maior variação foi observada em Brasília (0,61%), por conta das altas da passagem aérea (13,68%), da taxa de água e esgoto (5,02%) e da gasolina (2,94%). Já o menor resultado ocorreu em Recife (-0,05%), que registrou queda nos preços do tomate (-37,13%) e da cenoura (-28,27%).

Preço da carne acumula queda de -6,48% em um ano

Preço da carne acumula queda de -6,48% em um ano
Foto: Agência Brasil/Arquivo

O preço das carnes está em queda. No acumulado dos últimos seis meses, a inflação das carnes frescas é negativa em 2,89%, ou seja, a carne está 2,89% mais barata na comparação com o final de 2023. As informações são da Agência GOV. Se comparada a maio de 2023, a redução de preço acumulada em 12 meses é ainda maior: -6,48%. No mês de junho deste ano, a queda foi de 0,47% em relação a maio. Os dados fazem parte do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (INPC-A), pesquisa que cobre as áreas urbanas do país e mede os reflexos da inflação para o orçamento de famílias que têm renda de um a 40 salários mínimos. Os resultados foram divulgados na última quarta-feira (10) pelo IBGE. Em junho, o preço dos pescados caiu 0,80% no Brasil. No item bebidas, os preços não estão negativos, mas, em junho, a inflação ficou sob controle. No grupo “bebidas e infusões” - designação usada pelo IBGE – o índice em junho foi de 0,67%. No acumulado dos seis meses, o índice é de 6,09% e, de junho de 2023 até junho deste ano, um pouco menor, 5,74%. Neste caso vale, por mais de um motivo, beber com moderação. Entre as cidades que registraram queda na inflação das carnes frescas em junho deste ano, o melhor resultado foi o de Belém, com (-)2,69%. Nos seis meses deste ano, a campeã foi Rio de Janeiro, com (-)5,11. Já no acumulado dos últimos 12 meses, a maior queda se deu em Salvador, com (-)10,83%.

Gasolina e gás de cozinha sofrem novo aumento nesta terça-feira (9) em todo País

Gasolina e gás de cozinha sofrem novo aumento nesta terça-feira (9) em todo País
Foto: Helena Pontes/Agência IBGE

A partir desta terça-feira (9) a Petrobras ajustará seus preços de venda de gasolina A para as distribuidoras que passará a ser, em média, de R$ 3,01 por litro, um aumento de R$ 0,20 por litro. De acordo com a Petrobras, considerando a mistura obrigatória de 73% de gasolina A e 27% de etanol anidro para composição da gasolina C vendida nos postos, a parcela da Petrobras na composição do preço ao consumidor passará a ser de R$ 2,20 /litro, uma variação de R$ 0,15 a cada litro de gasolina C. Já para o GLP, a Petrobras ajustará seus preços de venda para as distribuidoras que passará a ser, em média, equivalente a R$ 34,70 por botijão de 13kg, um aumento equivalente a R$ 3,10.

Prévia da inflação de junho fica em 0,39%

Prévia da inflação de junho fica em 0,39%
Foto: Helena Pontes/Agência IBGE

A prévia da inflação de junho ficou em 0,39%, após taxa de 0,44% registrada em maio. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), divulgado hoje (26) pelo IBGE, aponta que a maior variação (0,98%) e o maior impacto (0,21 ponto percentual) vieram do grupo Alimentação e Bebidas. Na sequência, vieram os grupos Habitação (0,63% e 0,10 p.p.) e Saúde e cuidados pessoais (0,57% e 0,08 p.p.). O IPCA-E, acumulado trimestral do IPCA-15, ficou em 1,04%, menor que a taxa de 1,12% registrada no mesmo período do ano passado. Nos últimos 12 meses, a variação do IPCA-15 foi de 4,06%, acima dos 3,70% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em junho de 2023, a taxa foi de 0,04%. Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, sete tiveram alta em junho. Apenas o grupo dos Transportes (-0,23%) e o de Artigos de residência (-0,01%) apresentaram variação negativa. No grupo Alimentação e bebidas (0,98%), a alimentação no domicílio acelerou de 0,22% em maio para 1,13% em junho. Contribuíram para esse resultado as altas da batata inglesa (24,18%), do leite longa vida (8,84%), do arroz (4,20%) e do tomate (6,32%). No lado das quedas, destacam-se o feijão carioca (-4,69%), a cebola (-2,52%) e as frutas (-2,28%). A alimentação fora do domicílio (0,59%) acelerou em relação ao mês de maio (0,37%), em virtude das altas de lanche (de 0,47% em maio para 0,80% em junho) e da refeição (0,34% em maio para 0,51% em junho). No grupo Habitação (0,63%), a alta da taxa de água e esgoto (2,29%) foi influenciada pelos reajustes de 6,94% em São Paulo (5,48%), a partir de 10 de maio, de 9,85% em Brasília (4,60%), a partir de 1º de junho, e de 2,95% em Curitiba (2,86%), a partir de 17 de maio. Em energia elétrica residencial (0,79%), os seguintes reajustes tarifários foram aplicados: em Salvador (0,52%), reajuste de 1,63%, a partir de 22 de abril; em Recife (-0,64%), reajuste de -2,64% a partir de 29 de abril; em Fortaleza (1,14%), reajuste de -2,92% a partir de 22 de abril; e em Belo Horizonte (4,11%), reajuste de 6,76% a partir de 28 de maio. Ainda em Habitação, no subitem gás encanado (-0,10%), o resultado do Rio de Janeiro (-0,33%) decorre de redução média de 1,75%, a partir de 1º de junho, após o reajuste de 0,97% aplicado a partir de 1º de maio. O resultado do grupo Saúde e cuidados pessoais (0,57%) foi influenciado pela alta nos preços dos planos de saúde (0,37%), decorrente do reajuste de até 6,91% autorizado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) em 4 de junho, com vigência a partir de maio de 2024 e cujo ciclo se encerra em abril de 2025. Desse modo, no IPCA-15 de junho foram apropriadas as frações mensais relativas aos meses de maio e junho. No grupo Transportes (-0,23% e -0,05 p.p), houve queda na passagem aérea (-9,87% e -0,07 p.p.). Em relação aos combustíveis (-0,22%), todos registraram queda nos preços: etanol (-0,80%), gás veicular (-0,46%), óleo diesel (-0,42%) e gasolina (-0,13%). O subitem táxi apresentou alta de 0,18%, devido ao reajuste de 17,64% em Recife (3,09%), a partir de 22 de abril. Quanto aos índices regionais, todas as onze áreas de abrangência tiveram alta em junho. A maior variação foi registrada em Belo Horizonte (0,68%), por conta das altas da batata inglesa (24,31%), do leite longa vida (10,68%), da energia elétrica residencial (4,11%) e da gasolina (1,77%). Já o menor resultado ocorreu em Belém (0,16%), que apresentou queda nos preços das passagens aéreas (-9,40%) e das carnes (-2,39%).

IBGE e Conab estimam produção menor de grãos na Bahia em 2024

IBGE e Conab estimam produção menor de grãos na Bahia em 2024
Foto: Ascom/Seagri

O Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), relativo ao mês de maio de 2024, com dados sistematizados e analisados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), estima uma produção de cereais, oleaginosas e leguminosas de 11,4 milhões de toneladas, o que representa um recuo de 5,8% na comparação com a safra de 2023.  Segundo o IBGE, as áreas plantadas e colhidas estão estimadas em 3,52 milhões de hectares (ha), com recuo de 0,3% em relação à safra de 2023. Assim, o rendimento médio esperado (3,25 toneladas/ha) da lavoura de grãos no estado da Bahia é 5,6% aquém da safra anterior. O volume de soja a ser colhido pode alcançar 7,53 milhões de toneladas, o que corresponde a uma queda de 0,4% sobre o verificado em 2023. A área plantada com a oleaginosa no estado está projetada em aproximadamente 2,0 milhões de ha. As duas safras anuais do milho, estimadas pelo IBGE, podem alcançar 2,38 milhões de toneladas, o que também representa declínio de 23,1% na comparação anual. Com relação à área plantada, houve queda de 18,3% em relação à estimativa da safra anterior de 698 mil ha. A primeira safra do cereal está projetada em 1,70 milhão de toneladas, 27,7% abaixo do que foi observado em 2023. Já o prognóstico para a segunda safra é de um recuo de 8,6% em relação à colheita anterior, totalizando 681 mil toneladas. Para a lavoura do feijão espera-se recuo de 7,9%, na comparação com a safra de 2023, totalizando 220 mil toneladas. O levantamento tem estimativa de 390 mil ha plantados, 6,5% menor que a safra anterior. Estima-se que a primeira safra da leguminosa (122 mil toneladas) seja 15,3% inferior à de 2023, e que a segunda safra (98 mil toneladas) tenha uma variação positiva de 3,2%, na mesma base de comparação. Outro importante produto da safra baiana, o algodão (caroço e pluma), está com a produção estimada em 1,76 milhão de toneladas, o que representa aumento de 1,3% em relação ao ano passado. A área plantada com a fibra aumentou 3,0%, alcançando 375 mil ha em relação à safra de 2023.  Para a lavoura da cana-de-açúcar, o IBGE estimou produção de 5,54 milhões de toneladas, revelando aumento de 1,4% em relação à safra 2023. A estimativa da produção do cacau, por sua vez, ficou projetada em 123 mil toneladas, apontando um avanço de 2,7% na comparação com a do ano anterior.  Em relação ao café, está prevista a colheita de 270 mil toneladas este ano, 9,4% acima do observado no ano passado. A safra do tipo arábica está projetada em 116 mil toneladas, com variação anual de 15,7%. Por sua vez, a safra do tipo canéfora teve previsão de 153 mil toneladas, 5,1% acima da colheita do ano anterior. As estimativas para as lavouras de banana (920 mil toneladas), laranja (628 mil toneladas) e uva (62 mil toneladas), por sua vez, registraram, respectivamente, variações de 0,7%, -1,0% e -5,4%, em relação à safra anterior. O levantamento ainda indica uma produção de 925 mil toneladas de mandioca, 1,4% menor que a de 2023. A produção de batata-inglesa, estimada em 335 mil toneladas, apresenta acréscimo de 0,9%; e a do tomate, estimada em 182 mil toneladas, aponta alta de 1,5% na comparação com a do ano anterior. Conab estima safra de 12,19 milhões de toneladas de grãos no 9º levantamento do ciclo 2023/2024. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), em seu nono levantamento, estimou uma produção de 12,19 milhões de toneladas de grãos na temporada 2023/2024 – o que representa um recuo de 9,0% em relação ao ciclo 2022/2023. Com relação à área plantada, observa-se uma ampliação de 1,4% na mesma base de comparação, o que alcança uma área de 3,81 milhões de ha. Dessa forma, o rendimento médio do conjunto das lavouras pesquisadas deverá ficar em torno de 3,20 toneladas/ha. A produção de algodão está estimada em 1,63 milhão de toneladas, plantada em 346 mil ha, o que representa um crescimento de 6,8% em relação ao ciclo 2022/2023. Há expectativa positiva também associada à produção de feijão, cujo volume estimado em 338 mil toneladas (plantados em 432 mil ha) representa um crescimento de 17,0% em relação ao ciclo 2022/2023. A soja, segundo a Conab, deve apresentar um ciclo de baixa, apesar da maior área plantada com aumento de 3,1% em relação à temporada passada, alcançando um total de quase dois milhões de ha. A produção deve recuar em 3,1%, para 7,48 milhões de toneladas na atual temporada, em comparação com o ciclo anterior. Com isso, a produtividade estimada é de 3,78 toneladas/ha, representando uma queda de 6,0%. Com relação à safra de milho, a expectativa é de que a safra atual seja bem menor que a anterior, totalizando 2,85 milhões de toneladas. As principais contribuições provêm da primeira (1,60 milhões de toneladas) e da terceira (1,15 milhões de toneladas) safra do cereal. Em seu conjunto, a produção de milho, no estado, apresenta previsão de queda de 27,4% em relação ao período anterior.

Vendas do varejo baiano retraíram 1,2% em abril 

Vendas do varejo baiano retraíram 1,2% em abril 
Foto: Mateus Pereira/GOVBA

O comércio varejista baiano registrou queda de 1,2% nas vendas em abril de 2024 frente ao mês imediatamente anterior. No índice nacional, houve avanço de 0,9%, considerando a mesma base de comparação. Com relação a igual mês do ano anterior, a Bahia apresentou crescimento de 7,8%, sexto melhor dentre os estados, sendo a 18ª taxa positiva consecutiva. No Brasil, na mesma base de comparação, as vendas expandiram em 2,2%. No acumulado do ano, as variações também foram positivas em 10,5% e 4,9%, respectivamente no âmbito estadual e nacional. Os dados foram apurados pela Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), analisados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI). A retração nas vendas do varejo nesse mês de abril em relação a março, após um resultado positivo (3,1%), revela que o consumidor redirecionou os seus gastos, uma vez que para o mesmo período os dados da pesquisa de serviços apontaram um crescimento expressivo (5,7%). Por outro lado, em relação ao ano anterior, apesar da elevação dos preços, fatores positivos como juros mais baixos, mercado de trabalho mais forte e transferências governamentais animaram o setor. Segundo a Fundação Getulio Vargas, o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) do FGV IBRE subiu 1,9 ponto em abril, passando para 93,2 pontos. Para a analista do setor Ana Carolina Gouveia, essa melhora se deve, principalmente, à influência das expectativas para os próximos meses.

Por conta dos problemas climáticos, estimativa de maio aponta safra 5,9% menor em 2024

Por conta dos problemas climáticos, estimativa de maio aponta safra 5,9% menor em 2024
Foto: Wilson Rodrigues/Governo do TO

A safra brasileira de cereais, leguminosas e oleaginosas deve alcançar 296,8 milhões de toneladas de acordo com a estimativa de maio do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgado nesta quinta-feira (13) pelo IBGE. Este resultado é 5,9% menor, ou 18,6 milhões de toneladas abaixo da safra obtida em 2023 (315,4 milhões de toneladas) e 0,9% inferior (2,8 milhões de toneladas) do que a estimativa de abril. A área a ser colhida foi de 78,3 milhões de hectares, aumento de 0,6% (454.502 hectares) frente à área colhida em 2023 e crescimento de 0,6% (445.140 hectares) em relação a abril. O algodão foi o único produto a apresentar recorde de produção. A estimativa para a soja é de uma produção de 146,7 milhões de toneladas, quedas de 3,5% em relação a 2023 e de 1,1% em relação a abril. Mesmo com um aumento de área plantada de 3,5% em relação ao ano passado e de 0,8% em relação a abril. Já para o milho a estimativa é de uma produção de 114,5 milhões de toneladas com declínio de 1,1% em relação ao mês anterior e de 12,7% em relação a 2023. A redução mensal de 6,6% na produção do milho 1ª safra no Rio Grande do Sul, assim como de 15,4% no milho 2ª safra do Mato Grosso do Sul impactaram a produção brasileira. Ocorreu ainda diminuição de 4,7% na área plantada (reduções de 8,6% no milho 1ª safra e de 3,5% no milho 2ª safra) e também na produtividade. A produção do trigo deve alcançar 9,6 milhões de toneladas, declínio de 2,5% em relação à estimativa de abril; e crescimento de 23,8% em relação a 2023, quando o Brasil, apesar de inicialmente aguardar uma safra recorde do cereal, teve sua expectativa frustrada em decorrência de uma série de problemas climáticos, o que prejudicou as lavouras na região Sul. O LSPA estima para o arroz uma produção de 10,5 milhões de toneladas, porém, com uma produtividade menor do que em 2023, contribuindo para isso os problemas climáticos do Rio Grande do Sul, maior produtor de arroz.

Vendas no varejo avançam 0,9% em abril, diz IBGE

Vendas no varejo avançam 0,9% em abril, diz IBGE
Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

Na passagem de março para abril, as vendas no comércio varejista no país cresceram 0,9%, atingindo o maior patamar da série. Esse foi o quarto resultado positivo seguido do setor, que acumula alta de 4,9% no ano e de 2,7% nos últimos 12 meses. Os dados são da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada nesta quinta-feira (13) pelo IBGE. Das oito atividades pesquisadas, cinco avançaram em abril, com destaque para hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (1,5%) e equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (14,2%), que exerceram as principais influências sobre o resultado geral. O avanço nas vendas do setor de hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (1,5%), que responde por 55,2% do índice geral, veio após duas variações negativas seguidas (-0,2% em março e -0,1% em fevereiro). Já o setor de móveis e eletrodomésticos (2,4%) voltou ao campo positivo após a queda de 1,9% em março. No caso do segmento de combustíveis e lubrificantes (2,2%), o resultado de abril é a primeira alta do ano. Outra atividade cujas vendas aumentaram em abril foi a de artigos farmaceuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (0,6%). O resultado marca a terceira alta seguida desse segmento, que acumula ganho de 13,8% no ano. Por outro lado, as atividades de livros, jornais, revistas e papelaria (-0,4%) e tecidos, vestuário e calçados (-0,7%) ficaram no campo negativo no mês. Para o setor de outros artigos de uso pessoal e doméstico (0,0%), o cenário foi de estabilidade. Nesse segmento estão, por exemplo, as lojas de departamento, óticas e joalherias. No comércio varejista ampliado, que inclui, além das atividades do varejo, as de  veículos, motos, partes e peças, material de construção e atacado de produtos alimentícios, bebidas e fumo, houve queda de 1,0%.

Economia baiana cresce 2,9% no primeiro trimestre de 2024

Economia baiana cresce 2,9% no primeiro trimestre de 2024
Foto: Camila Souza/GOVBA

Cálculos realizados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI) mostram que o Produto Interno Bruto (PIB) da Bahia cresceu 2,9% no primeiro trimestre de 2024 em comparação ao mesmo trimestre do ano anterior. Na comparação com o 4º trimestre de 2023 – eliminando as variações sazonais – houve crescimento de 0,9%. No 1º trimestre de 2024, o PIB baiano totalizou R$ 122,9 bilhões, sendo R$ 108,6bilhões referentes ao Valor Adicionado (VA) e R$ 14,3 bilhões relativo aos impostos arrecadados no período. No que diz respeito aos grandes setores, a Agropecuária apresentou Valor Adicionado de R$ 4,3 bilhões, a Indústria R$ 33,8 bilhões e os Serviços R$ 70,5 bilhões. A atividade econômica da Bahia cresceu 2,9% no primeiro trimestre de 2024 em comparação com o mesmo trimestre de 2023. A decomposição desse crescimento entre Valor Adicionado e Impostos, mostra expansão tanto no Valor Adicionado (+2,8%) quanto nos impostos (+3,4%). Entre os grandes setores produtivos, as variações observadas foram: agropecuária -4,7%, indústria+3,1% e serviços+3,3%. A queda do setor agropecuário (-4,7%) foi proveniente da taxa negativa da agricultura, onde se observou menor quantidade produzida nas principais culturas colhidas no 1º trimestre do ano. Com menor peso no setor, o segmento da pecuária apresentou crescimento nos três primeiros meses de 2024, ante mesmo período do ano anterior. A taxa positiva do setor industrial (+3,1%) foi proveniente das altas nas atividades das indústrias de Transformação (+3,6%), da Extrativa mineral (+16,3%) e Construção Civil (+2,1%), que juntas representam mais de 80% da indústria baiana. Por outro lado, a atividade de produção e distribuição de Eletricidade e gás, água, esgoto retrai 3,2%, em função da menor quantidade gerada nas fontes hidrelétricas. O setor de Serviços baiano registrou alta de 3,3% no 1º trimestre do ano puxado pela dinâmica positiva da atividade de Comércio (+6,1%); das Atividades imobiliárias, com crescimento de 2,4%, e da Administração pública (+2,6%). Destaca-se ainda o crescimento no grupo Outros Serviços (+3,8%), que engloba as atividades de Serviços de alojamento e alimentação, Serviços de informação e comunicação, Atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados, Atividades profissionais, científicas e técnicas, administrativas e serviços complementares, Educação e saúde mercantis, Artes, cultura, esporte e recreação e outras atividades de serviços e Serviços Domésticos. Já a atividade Transportes registrou queda de 1,9%.

Exportações baianas têm queda de 16,8% em maio

Exportações baianas têm queda de 16,8% em maio
Foto: Divulgação/Codeba

Apesar do aumento de 31,3% nos preços médios dos produtos exportados em maio, em comparação com igual mês do ano passado, a queda do volume embarcado em 36,5%, pelo quarto mês consecutivo, foi fator determinante para que as exportações baianas acusassem uma retração de 16,8%, no comparativo interanual, somando US$ 772,9 milhões. No acumulado do ano até maio, as exportações estaduais registraram vendas de US$ 4,27 bilhões, em estabilidade frente ao mesmo período de 2023, com pequena redução de 0,1%. As informações foram analisadas pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia vinculada à Secretaria de Planejamento (Seplan), a partir da base de dados da Secretaria de Comércio Exterior, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). No recorte por agregado, a agropecuária teve redução de 20,4% em maio (US$ 277,8 milhões), puxada pela soja e derivados, condizente com a esperada redução da atual safra. Ainda assim, a soja continua liderando a exportação com um valor total de US$ 900,6 milhões de janeiro a maio, mas com perda de participação na pauta exportadora e redução de 6,8% nas receitas do ano no comparativo interanual. O grão respondeu por 21,1% das receitas de exportação total do estado no acumulado até maio contra 22,6% em igual período de 2023. No lugar do grão, no acumulado do ano, avançaram outros itens tanto da agropecuária (como algodão que cresceu 306%, com 8,2% de participação no total) como da indústria de transformação ligado ao agro (papel e celulose acusa crescimento no ano de 21,4%, com 11% de fatia das exportações). Juntos, os dois setores responderam por 22,4% da pauta exportadora de janeiro a maio, um avanço em relação aos 13,8% de iguais meses de 2023. A despeito do bom desempenho do setor de papel e celulose, que acusou crescimento de 96,1% nas vendas do mês, a indústria de transformação teve redução de 20,4% em maio (US$ 277,8 milhões), principalmente puxado pelo refino (-77%), enquanto que a indústria extrativa teve crescimento de 12,4%, com acréscimo de US$ 13,4 milhões no comparativo interanual. As exportações baianas para China, principal destino das vendas estaduais, caíram 11,8% em maio. As vendas totais para a Ásia também recuaram 29,1%. Para União Europeia, cresceram 21% no mesmo período, assim como para América do Norte (4,7%). Os embarques para América do Sul recuaram 43,6%, puxados pela Argentina, que, em recessão aguda, teve queda nas compras de 52%.

Inflação acelera para 0,46% em maio, impulsionada por alta dos alimentos

Inflação acelera para 0,46% em maio, impulsionada por alta dos alimentos
Foto: Sudoeste Total

A inflação do país foi de 0,46% em maio, acelerando em relação ao mês anterior (0,38%). Esse resultado foi pressionado pelos preços dos alimentos e bebidas, que subiram 0,62% na comparação com abril, influenciados, sobretudo, pela alta dos tubérculos, raízes e legumes (6,33%). Dentre eles, destaca-se a batata-inglesa, com aumento de 20,61%, o maior impacto individual sobre o índice geral. No ano, a inflação acumulada é de 2,27% e, nos últimos 12 meses, de 3,93%. Os dados são do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado hoje (11) pelo IBGE. Além da batata-inglesa, outros alimentos com grande presença na mesa dos brasileiros também subiram em maio, com destaque para a cebola (7,94%), o leite longa vida (5,36%) e o café moído (3,42%). Mesmo com essas altas, o preço da alimentação no domicílio (0,66%) desacelerou ante abril (0,81%). Esse comportamento é explicado pelas variações negativas de alguns alimentos, como as frutas (-2,73%). Por outro lado, os preços da alimentação fora do domicílio (0,50%) subiram mais do que no mês anterior (0,39%), influenciados pela aceleração do lanche (de 0,44% para 0,78%). Já a variação da refeição (0,36%) ficou próxima à registrada em abril (0,34%). Depois de alimentação e bebidas, o grupo que mais influenciou o resultado geral foi o de habitação (0,67%), com a alta da energia elétrica residencial (0,94%), o terceiro item de maior impacto individual sobre o resultado geral. O resultado é explicado pela aplicação dos reajustes tarifários em Salvador (BA), Belo Horizonte (MG), Campo Grande (MS), Recife (PE), Fortaleza (CE) e Aracaju (SE). A taxa de água e esgoto (1,62%) e o gás encanado (0,30%) também contribuíram para a alta do grupo. Já a variação de saúde e cuidados pessoais (0,69%) foi a maior entre os nove grupos investigados pela pesquisa. O resultado foi influenciado pelo aumento nos preços do plano de saúde (0,77%) e dos itens de higiene pessoal (1,04%), com destaque para perfume (2,59%) e produto para pele (2,26%). No grupo dos transportes (0,44%), a passagem aérea registrou a primeira alta do ano (5,91%) e foi o quarto item individual de maior impacto na inflação do país. Em abril, a deflação desse item foi de 12,09%. Além dele, em maio, houve alta nos combustíveis (0,45%), impactada pelo etanol (0,53%), pelo óleo diesel (0,51%) e pela gasolina (0,45%). Também subiram os preços do metrô (1,21%) e do táxi (0,55%).

Abate de bovinos atinge recorde enquanto frangos e suínos têm queda no 1º trimestre de 2024

Abate de bovinos atinge recorde enquanto frangos e suínos têm queda no 1º trimestre de 2024
Foto: Licia Rubinstein

O abate de bovinos chegou a 9,30 milhões de cabeças no 1º trimestre de 2024, alta de 24,6% em relação ao mesmo período do ano anterior, e 1,6% superior em comparação ao 4º trimestre de 2023. Com isso, o abate de bovinos bateu o recorde da série histórica, iniciada em 1997. Já o abate de 1,59 bilhão de cabeças de frangos teve queda de 1,2% em relação ao 1º trimestre de 2023 e aumento de 4,0% na comparação com o 4º trimestre de 2023. Os dados são das Estatísticas da Produção Pecuária, divulgadas nesta quinta-feira (06) pelo IBGE. Os números mostram também que o abate de 13,95 milhões de cabeças de suínos teve queda de 1,6% em relação ao mesmo período de 2023 e de 1,4% na comparação com o 4° trimestre de 2023. Em relação ao mesmo período de 2023, foram 1,84 milhão de cabeças de bovinos a mais no 1º trimestre de 2024, com aumentos em 23 das 27 unidades da federação (UFs). os incrementos mais significativos ocorreram em: Mato Grosso (+420,07 mil cabeças), Goiás (+263,41 mil cabeças), São Paulo (+219,41 mil cabeças), Minas Gerais (+206,49 mil cabeças), Pará (+180,04 mil cabeças), Rondônia (+155,75 mil cabeças), Mato Grosso do Sul (+110,36 mil cabeças), Bahia (+58,08 mil cabeças) e Paraná (+46,73 mil cabeças). Em contrapartida, a variação negativa mais expressiva ocorreu no Rio Grande do Sul (-34,41 mil cabeças). O abate de 1,59 bilhão de cabeças de frangos, no 1º trimestre de 2024, representa queda de 1,2% em relação ao mesmo período de 2023 e aumento de 4,0% na comparação com o 4° trimestre desse ano. Este resultado é o segundo maior na série histórica da pesquisa, superado apenas pelo resultado alcançado no 1° trimestre de 2023. O total de 19,15 milhões de cabeças de frangos a menos no 1º trimestre de 2024, em relação a igual período do ano anterior, foi determinado pela queda no abate em 13 das 25 UFs que fazem parte da pesquisa. Entre aquelas com participação acima de 1,0%, ocorreram quedas em: Rio Grande do Sul (-21,52 milhões de cabeças), Minas Gerais (-3,83 milhões de cabeças), Goiás (-2,92 milhões de cabeças), Bahia (-2,80 milhões de cabeças) e Mato Grosso (-631,25 mil cabeças). Já a produção de ovos de galinha atingiu 1,10 bilhão de dúzias, o que equivale a um aumento de 6,1% em relação à quantidade apurada no mesmo trimestre em 2023 e de 2,6% em comparação à registrada no 4º trimestre do ano passado. Essa foi a maior produção já estimada na pesquisa, alcançando novo recorde na série histórica, superando o 3º trimestre de 2023. No 1º trimestre de 2024, foram abatidas 13,95 milhões de cabeças de suínos, com queda de 1,6% em relação ao mesmo período de 2023 e de 1,4% na comparação com o 4° trimestre de 2023. Foi o período com os melhores meses de janeiro e fevereiro, mas somente o quarto melhor resultado para um mês de março (4,53 milhões de cabeças). O abate de 229,81 mil cabeças de suínos a menos no 1º trimestre de 2024, em relação ao mesmo período do ano anterior, foi impulsionado por quedas em 15 das 24 unidades da federação participantes da pesquisa. Entre os estados com participação de ao menos 1,0%, ocorreram quedas em: Minas Gerais (-179,32 mil cabeças), Rio Grande do Sul (-85,35 mil cabeças), Santa Catarina (-83,07 mil cabeças), Mato Grosso do Sul (-42,80 mil cabeças), Mato Grosso (-40,48 mil cabeças) e Goiás (-9,04 mil cabeças).

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